Como o tempo passa minha gente!

Quando a Ciça tinha 6 meses, fizemos nossa primeira trip em sua companhia, o destino foi Florianópolis. A viagem foi rápida, um final de semana em função do casório de um grande amigo, mas a pequena foi a tiracolo, o que demandou uma preparação logística especial, com preocupações além da mala. Em julho, tiramos nossas primeiras férias após seu nascimento, e na altura de seus 1 ano e 9 meses, e o trabalho da viagem anterior foi dobrado. Relato no post algumas informações importantes e experiências que vivenciei, infelizmente, não tenho fotinhos dentro do avião da trip recente, ok?

 Assentos prioritários: geralmente, as companhias aéreas reservam os primeiros bancos para mães com filhos ou idosos. Se você achar interessante, verifique a disponibilidade no ato do check in (nas duas experiências não conseguimos as poltronas, pois outros papais já haviam solicitado, porém, em voos domésticos a companhia aérea destacou que o preço da poltrona é diferenciado!). Inclusive, para viagens internacionais há berços para bebês e menu infantil, verifique essas informações no ato da compra da passagem.
Em tempo: a Anac está querendo mudar as coisas, confere aqui.

Temperatura: independentemente do destino ou da época do ano, o ar condicionado do avião é frio para as crianças, leve um agasalho e uma manta. Ao entrar no avião, já peça o travesseiro (a manta só está disponível para viagem internacional), para garantir, pois geralmente são poucas unidades…

– Comidinhas: papinhas e leite em pó podem ser levados normalmente em voos domésticos, no caso de voos internacionais, é necessário checar as regras do destino (geralmente, é permitido a entrada do leite em pó e papinha para consumo durante período do voo). As comissárias podem ajudar no momento de aquecê-los. Lembre-se de levar álcool em gel, forros e babadores descartáveis.


Trocas de roupa: não se esqueça das trocas de roupa, pois tanto o bebê quanto a criança podem sujar a deles ou a sua. Prepare a bolsa como se estivesse indo dar um passeio e inclua as trocas. Sugestão: use uma mochila para deixar as mãos livres no aeroporto!


– Trocas de fralda: atenção para as trocas de fralda, antes de embarcar faça uma e dependendo do tempo de voo será inevitável trocar a criança também na aeronave, então prepare-se para um espaço micro. Na primeira viagem, a Ciça assou muito, resultado da somatória: muito frio+uso constante de lenço umedecido. A péssima experiência serviu de aprendizado: sempre que possível priorize algodão+água na troca e tenha sempre por perto uma pomada de tratamento (e não só prevenção) contra assaduras (tivemos que comprar na farmácia do aeroporto de congonhas e foi um assalto).  Nas minhas duas experiências, fiz as trocas antes de entrar no avião, porém, precisei fazer também na aeronave. Como estava acompanhada da família e não foi número 2, fiz a troca na própria poltrona. Já a Paty, uma outra mamãe que nos acompanhou na última viagem, teve a experiência de número 2 com a Laurinha e precisou usar o banheiro do avião, e há trocador, mas o espaço é mínimo, como vocês sabem. Leve sempre uma quantidade extra, pois se ocorrer atrasos você não fica na mão!
Fraldários: use os fraldários, em Confins o espaço é muito bom, assim como o do Galeão. Congonhas não tinha fraldário na época da primeira viagem, apenas uma prateleira de ferro nos banheiros (péssimo). Na área de Embarque Internacional de Guarulhos também tem uma área de fraldário (sem microondas, filtro de água etc), simples mas digna. Não usei em Floripa, então, não posso opinar…

 Aterrissagem: quando era bebê, a Ciça ficou muito incomodada com a aterrissagem. Já haviam me recomendado a estratégia do sugar nos momentos decolagem/aterrissagem e eu usei mesclando chupeta/mamadeira. Já nesta última viagem, ela dormiu durante as aterrisagens, e não reclamou durante a decolagem (graças!).

Brincadeiras: na questão entretenimento, quando a Ciça era muito novinha, qualquer coisa a distraia. Para a viagem recente, foi a maior das minhas preocupações, levamos: livros, giz de cera, ipad com desenhos, que funcionou muito bem no avião, porém, no aeroporto, durante o período de conexão e o “chá de cadeira” que tomamos na volta, só os passeios mesmo para lá e para cá!


Remédios: prepare uma farmacinha, converse com o pediatra e separe para a bagagem de mão o analgésico e anti térmico. Para voos internacionais, é necessário apresentar receita dos medicamentos ou então despachá-los junto a bagagem (o que não adianta muito né?).
Documentos: leve cópias dos principais documentos, inclusive, uma autenticada da certidão de nascimento.

Carrinho de bebê: no caso do carrinho, verifique no momento do despacho das bagagens, se o mesmo pode ser usado até chegar a aeronave, e atenção, se for conexão, ressalte que você deseja usar o carrinho no período em que ficar em solo aguardando. Na última trip, ainda em BH, a companhia aérea despachou o carrinho, pois o tempo de conexão em SP era mínimo. Já no retorno, quando ficaríamos aguardando 4 horas, a companhia aérea autorizou o uso do carrinho, porém, por um erro (deles, mas que sempre recai sobre o passageiro), quando desembarcamos em SP não foi possível utilizar o mesmo, pois deveríamos ter avisado a um dos funcionários assim que descemos da aeronave (e ninguém nos explicou isto). Enfim, como o voo de retorno atrasou quase duas horas, lá se foram 6 horas em um aeroporto com duas crianças cansadas, o resultado vocês conferem na última foto, vergonhoso né?

Valeu, companhia áerea, por esquecer o meu carrinho!

Troca de fralda em Congonhas no meio do saguão

Na sua próxima trip, já faça a criança vivenciar a mesma antes de acontecer, converse com ela, conte sobre o passeio, demonstre animação, para que todos possam curtir o momento. Boa viagem! 
Se você tem mais dicas a respeito, não deixe de contribuir nos comentários, ok?