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Nos últimos posts falamos muito sobre a importância de se colocar limites em nossos filhos, mas e quando são os adultos (pais, sogros, irmãos, cunhados, primos, tios e amigos) que precisam de limites, o que fazer?

Não é raro escutarmos casos de gente reclamando que recebe visitas fora de hora, que tem amigos que se acham muito íntimos, que não têm limite algum. Muitas vezes, quem vive estas situações morre de raiva, mas não sabe como evitar que isso ocorra.

Pra começar, vale buscar um bom diálogo. Falar de forma clara e aberta com a pessoa que passou dos limites que você não gostou do que ela fez e que espera que isso não ocorra mais.

Mas há casos em que não é possível conversar com a pessoa “inconveniente” – ou porque ela não se vê assim ou porque se falarmos, vai criar mais problemas ainda. Nessas situações a melhor coisa a se fazer é utilizar a “lei da boa vizinhança”, ou seja, seja educado, mas não deixe brechas para maiores intimidades.

Para se ter uma boa convivência com a família, com os amigos ou com colegas de trabalho, temos que ser nós mesmos, respeitarmos as nossas características, deixando sempre muito claro as nossas preferências e o limite de até onde a pessoa pode se aproximar. Não precisamos responder a tudo que nos perguntam, não precisamos dar satisfação da nossa vida pessoal para ninguém. E podemos colocar estes limites sem sermos pessoas grossas ou deselegantes. Por exemplo, se nos perguntam algo que não queremos responder pode-se falar educadamente “Por que você está querendo saber isso?” Após a resposta podemos dizer “Prefiro não falar sobre este assunto, desculpe-me”. Pronto, saímos da conversa de forma educada e sem ultrapassarmos o nosso limite, sem ferirmos o nosso desejo.

A arte da boa convivência se resume em respeitar a nossa maneira e a do outro de ser. Isso envolve todos os aspectos (emocional, pessoal, profissional, religioso, esportivo etc). Cada ser humano tem seus valores, sua personalidade, seu caráter, suas qualidades, seus defeitos e suas preferências. E ninguém deve julgar o outro por ser assim ou assado. A gente pode até discordar das escolhas dos outros, mas devemos sempre respeitá-las. Afinal quem vai ter que lidar com as consequências destas escolhas são eles mesmos.

Mas como sabemos que nem sempre somos respeitados, temos o dever de deixar claro o que nos agrada ou não. Então se você tem um amigo que só te visita em horário impróprio, aproveite um dia em grupo e fale naturalmente “nossa, tenho pavor de receber visitas no período da noite durante a semana, pois é um horário que tenho que fazer comida, colocar meu filho para dormir e aí chega a visita, ele fica agitado e atrapalha todo o esquema da casa”. Espera-se que assim o amigo se toque. Mas se mesmo assim ele persistir a visitá-lo à noite, você deve ser direto, como diz o ditado, “seja curto e grosso”. É melhor alguém ficar com raiva porque você falou alguma coisa do que você mesma ficar com raiva de si por não ter dito nada.

Meu avô já dizia que o que é bom para uns não é para outros. E a vida caminha por aí mesmo. Não adianta as pessoas quererem comandar, julgar ou impor nada na vida das outras. Então proponho uma tarefa vamos viver as nossas vidas e deixar que os outros vivam as deles?

Até o próximo post aqui Na Pracinha!