Passear “Na Pracinha” até então era um programa preferencialmente feminino. As idealizadoras, as colunistas, as parceiras, enfim, praticamente a totalidade do conteúdo publicado foi produzida e endereçada às mulheres. Naturalmente era de se esperar que um blog que aborde assuntos relacionados aos interesses das famílias, principalmente, à maternidade e à criação dos filhos, seria recheado do olhar sensível e humano do principal ponto de equilíbrio de um lar que são as próprias mamães. Todavia, aqui estou eu, convidado a apresentar uma contribuição de olhar masculino sobre este universo outrora equivocadamente atribuído à exclusividade feminina. 

Sempre imaginei que a maior realização de um homem seria a paternidade. A possibilidade de identificar traços de sua personalidade em outro ser é algo maravilhoso e sempre me encantou. Como diziam os filósofos gregos: “Uma criança traduz a possibilidade de vislumbrar a eternidade perpetuando fragmentos de si próprio no tempo e alcançar a imortalidade”. Sou pai de primeira viagem e compartilho deste pensamento. Gerar um filho (a) é algo sublime e criá-lo, é uma responsabilidade que se sobrepõe a todas as outras. 

Para me apresentar rapidamente, sou formado como Técnico de Eletrônica, graduado em História, com uma especialização em Turismo, mestrado em Geografia, um MBA em Gerenciamento de Projetos, e com planos de, em breve, iniciar o doutorado na área de Administração de Empresas. Trabalho com Tecnologia e administro uma cooperativa ligada ao ramo da cultura. Sou católico, flamenguista e americano, mas minhas verdadeiras paixões são minha esposa e filha. Como se pode perceber, a minha formação acadêmica é diversificada e a atuação profissional também. Diante disso, concluo que: das várias escolhas que a vida me submeteu até o momento, as únicas que tenho convicção e as que certamente serão as mais duradouras foram a de ser esposo e pai. 

Pretendo usar deste espaço para compartilhar com os leitores as experiências do casamento e da paternidade do ponto de vista masculino. Sem machismos ou preconceitos, mas entendendo que em uma família moderna homem e mulher possuem papéis complementares diferentes daqueles estereótipos que orientavam as relações de nossos pais e avós. Em relação à experiência de ser pai, pretendo apresentar e refletir sobre aqueles momentos que só os pais conseguem vivenciar com os seus filhos. Afinal de contas, tem coisas que só o papai sabe ensinar! Como por exemplo:

Andar de cavalinho



Se aventurar na floresta



Curtir a areia da praia



Dançar



Dormir depois do almoço



Torcer para os “times do coração”



Voar