Outro dia, visitando uma amiga, ouvi um comentário um tanto quanto estranho. Uma mamãe de primeira viagem estava presente e se justificava sobre o motivo de não sair de casa com seu bebê de quatro meses para visitar as outras pessoas: “Sabe o que é? As pessoas não entendem que quando saímos com o bebê, não somos só eu e o bebê, tem que vir junto a tralha dele, né? Muito complicado, melhor deixá-lo em casa mesmo” (oi? Como ela queria que o bebê saísse? Sem fralda pra trocar ou coisa do tipo?)

Fiquei imaginando se ela soubesse que todos os dias de manhã preciso juntar essa tralha toda para levar a pequena ao berçário. Todo dia, ela faz, tudo sempre igual…. É a repetição diária de um check-list na cabeça para não faltar nada. E de vez em quando ainda fica uma blusa de frio ou mamadeira para trás.

Quando vamos sair pra passear, a história é a mesma. Junta roupa+ fralda+ pomada+ lenço umedecido+  fralda de pano+ paninho de boca+ bico+ mamadeira+ leite+ fruta+ papinha+babador+ biscoito+ água+ brinquedo para distrair…

Com o tempo, fica automático. E depois, com a tralha empacotada, lá vamos nós passear. Desde que a Sara nasceu, usava duas sacolas: uma maior, se fosse um passeio comprido, ou outra menor se fosse rapidinho. Há pouco tempo, no entanto, resolvi experimentar usar uma mochila no lugar da bolsa. Ainda estou sem entender por que ninguém me contou que a mochila era tão melhor do que a bolsa de ombro!

O modelo que passei a usar nem é específico para bebês. Mas tem compartimentos suficientes para todos os itens e sobra espaço. Para passear, é muito mais ergonômica, pois o peso fica distribuído nas costas. E o melhor de tudo: braços livres! Se precisar assentar no chão, ela não incomoda. Se precisar se curvar pra limpar o rostinho da criança, ela não incomoda. Se precisar sair correndo atrás da cria, não incomoda nadinha. Então, ó céus, por que é que nos acostumamos a essa bolsa-nada-prática de ombro?

Antenadas na praticidade da mãe moderna, já surgem empresas especializadas nessas mochilas maternas, com versões que trazem trocador, bolsa térmica e até compartimento para roupa suja, como é o caso dessa aqui:

Acabei descobrindo que até aquela marca dos shampoos cheirosos também se rendeu à mochila de bebês e criou essa versão, que fez parte de um kit especial de Dia das Mães:

Mas volto a dizer que o modelo não precisa ser específico de maternidade. Se você tiver em casa uma mochila aposentada em algum canto, dê uma limpada geral e faça a experiência de um passeio com ela nas costas. Você vai perceber que será muito mais prazeroso e divertido passear dessa forma com o filhote!