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Quem é mãe, pai, tia, tio, avó, avô, madrinha, padrinho e mora em BH provavelmente tem acompanhado a triste situação do atendimento pediátrico de urgência/emergência em nossa cidade. Infelizmente, a cada dia mais hospitais encerram o atendimento nesta especialização, além de um número cada vez menor de médicos escolhendo a Pediatria para atuação.

Para se ter uma ideia, na última terça-feira, 19/03, meu marido levou a filhota ao PA de um renomado hospital da capital, enquanto eu estava trabalhando, e ficaram exatamente 4 horas esperando atendimento. Chegaram às 16h20, foram cadastrados já era quase 19h e atendidos às 20h. Quadro triste. A pequena se recupera de uma gripe, não é nada gravíssimo. Honestamente, acho um absurdo uma criança aguardar tanto tempo para ser consultada, independentemente de ser plano de saúde ou SUS. E vocês?

Recentemente, a Revista Encontro publicou alguns dados que contextualiza a crise que BH vive no momento. Vejam:

Divulgação: Revista Encontro

Divulgação: Revista Encontro

Atualmente, há um movimento pela Melhoria do Sistema de Saúde Privado acontecendo em nossa capital. Iniciativa de mães conscientes e preocupadas com os possíveis rumos de tal panorama, participantes do grupo Padecendo no Paraíso (um grupo composto por 2.500 mães na internet) e amigas do Na pracinha. Alguns resultados já foram alcançados, como o adiamento do fechamento do PA pediátrico do Hospital Vila da Serra (assine aqui a Petição pela continuidade do atendimento), além de uma audiência pública marcada na Assembléia Legislativa na Comissão de Direito do Consumidor, em 03/04, às 9h30.  Estarão presentes representantes dos Hospitais, dos Convênios, das Associações Médicas e as mães (participe também!).

Uma outra iniciativa é a petição pública direcionada à Agência Nacional de Saúde (assine aqui), que solicita que o número de leitos e hospitais disponíveis seja proporcional ao número de clientes dos planos de saúde. Se ANS decidir por essa regulamentação, podemos cobrar, inclusive impedir, a venda de novos planos se os convênios não conseguirem cumprir a decisão (como ocorreu na telefonia móvel).

O meu relato é apenas para lembrá-los da importância de apoiarmos o movimento e participar para o bem de nossas crianças (desculpem o tom sensacionalista, mas a situação é crítica…). Vamos nos movimentar, gente!

Confira mais reportagens sobre a situação nos principais veículos da capital: Alterosa, Estado de Minas, Rádio Globo, Record, O Tempo, Globo, Revista Encontro.