Situações e sentimentos que os pais vivenciam refletem em seus filhos. Com a chegada dos filhos acontecem muitas mudanças na vida do casal, inclusive, enxergar o cônjuge se tornar pai e mãe.


Parece algo óbvio, pois se o casal quis ter um filho, logo o marido se tornará pai e a esposa mãe. Mas na prática é muito complexo, é um momento cheio de descobertas, dúvidas, ansiedades, fragilidade e, em alguns casos, acontece algo seríssimo, que é a briga de egos, ou seja, um acha que só ele sabe cuidar do filho.

Por mais que uma pessoa pense como que ela própria será como pai ou mãe, quando a criança nasce, a realidade se distancia e muito da imaginação. Imagine então, a distância que há entre o que uma pessoa idealizou sobre outra. E é aí que mora um dos maiores problemas que os casais vivem após se tornarem pais. Fazer a adaptação do imaginário versus o real e aceitar que cada um tem suas particularidades para cuidar do filho. 

E quando não há paciência para a adaptação e não acontece a aceitação, então surgem o divórcio, a depressão ou a traição. Por isto, é importante passar por este momento de uma maneira menos traumática e com menos conseqüências ruins tanto para o casal quanto para as crianças.

Não há segredo ou receita, o que precisa existir é o diálogo. Este deve existir desde o namoro do
casal e persistir para o resto da vida, incluindo os filhos com a chegada dos mesmos. Através do
diálogo é possível conhecer melhor quem está ao seu lado e descobrir quais são as expectativas, medos, enfim, tudo o que se passa com a pessoa. Para haver diálogo, os dois membros do casal devem falar, se abrir, não adianta só um dizer o que pensa e o outro ficar calado.

Durante estas conversas é que o casal terá a oportunidade de colocar seus pontos de vista,
chegar a um acordo, expor suas vontades etc. Não desperdicem estes momentos com discussões ou brigas. Estejam abertos a ouvir, a ponderar, a falar, a evitar problemas e se já houver o problema, dialoguem para resolvê-lo e não para piorá-lo. Sabe aquele ditado que diz “quando nasce um filho nasce também uma mãe”? Pois é, pode ser o décimo filho do casal, mas será a primeira vez que vocês serão pais daquela criança. Vocês terão que aprender tudo sobre serem pais daquela criança. Imagina então quando é o primeiro…

Além de aprender a serem pais daquela criança, o primeiro filho, vocês terão que aprender a serem pais. E isso não é algo que acontece imediatamente. Demora um tempo, há um período de adaptação que deve ser vivido (sentido e falado) intensamente pelo casal. É uma hora que deve haver muita cumplicidade, atenção, paciência, carinho e amor. Neste período não há espaço para julgamentos, criticas e cobranças. Lembrem-se que vocês dois foram criados por famílias totalmente diferentes. A visão que vocês têm sobre ser pai e mãe têm diferenças, as vezes pequenas em alguns pontos e em outros podem ser gigantes. E estas devem ser amenizadas chegando a um acordo de como vocês querem criar seus filhos quais valores desejam passar para eles. E para conseguir esta sintonia é preciso muito esforço, é necessário que se faça um auto questionamento, uma autocrítica, que seja
extremamente claro em suas exposições, que tenha muita paciência, sabedoria, muito diálogo e
amor, principalmente.

Casais bem sintonizados conseguem criar seus filhos de uma maneira harmoniosa, tranquila, transparente transformando-os em pessoas saudáveis, felizes, seguros, independentes, sinceros e
maduros.