O primeiro ano de vida é caracterizado por um crescimento rápido do bebê (seu peso aumenta aproximadamente três vezes) e, portanto, precisa de disponibilidade de energia e nutrientes proporcionais a esse “super” desenvolvimento.

A deficiência de nutrientes nessa fase é mais crítica para o organismo do que para o adulto. Pode acarretar em importantes consequências imediatas sobre o crescimento e o desenvolvimento corporal e também afetar os processos fisiológicos a longo prazo.

É também nessa fase que os pais têm a maior dificuldade em estabelecer a alimentação do bebê, seja por falta de tempo ou experiência e, principalmente, por falta de orientação: nem sempre repassada aos pais de forma correta e prática.

Sugiro um esquema alimentar para o bebê, desde o início da alimentação complementar (preferencialmente aos seis meses) até completar um ano, em aleitamento materno:


A tabela é uma sugestão e serve de parâmetro para se iniciar uma rotina alimentar, que facilita bastante a rotina familiar e a criação de hábitos mas, inicialmente, podem ser flexíveis de acordo com o ritmo do bebê. De acordo com o esquema, o bebê deve fazer, no mínimo, seis refeições/lanches diárias. Essa quantidade também depende do ritmo do bebê, podendo aumentar para algumas crianças.

A quantidade de alimento não é determinada. Uma forma de observar se a quantidade dada está de acordo é se o bebê chega na próxima refeição com pouca fome ou se chora de fome antes do horário da próxima alimentação. Em poucos dias isso pode ser determinado, se a mãe não oferecer pequenas porções (beliscar) entre as refeições e tentar seguir uma rotina de horários.

Lembre-se: ao iniciar a alimentação complementar deve-se começar também o oferecimento de água. Sempre aos pouquinho durante o dia todo.

Na semana que vem falaremos da qualidade e textura da alimentação para o bebê no seu primeiro ano de vida. Até lá!