Para promover o crescimento e desenvolvimento adequados, a partir do sexto mês de idade, é necessário iniciar a introdução de novos alimentos.

A introdução de novos alimentos na alimentação do bebê deve começar, mantendo, de preferência, o leite materno até os 2 anos de idade ou mais, por isso o nome: alimentação complementar.

Essa fase é muito importante para a formação dos hábitos alimentares saudáveis, pois é nesse momento que a criança passa a conhecer a infinidade de sabores que a acompanharão pelo resto de sua vida.

Há crianças que se adaptam facilmente a essa nova etapa e aceitam bem os novos alimentos. Outras precisam de mais tempo, o que não deve ser motivo de ansiedade e angústia para as mães (muito difícil!), pois todas as crianças, se incentivadas, irão aprender a se alimentar.

É normal que a criança rejeite as primeiras ofertas dos alimentos, pois tudo é novo: a colher, as formas dos alimentos e os sabores.

Se o bebê não conhece um alimento, faça com que ele prove um pedacinho. Caso ele não queira comer e o rejeite, não insista no mesmo momento e sirva outro alimento no lugar (no começo o bebê tende a devolver os alimentos da boca, isso acontece porque ele ainda está desenvolvendo a deglutição). Ofereça o alimento em outro dia, da mesma forma, tente pelo menos de oito a 10 vezes.

O ambiente onde a criança e a família fazem as refeições deve ser tranquilo, sem discussões e sem gritos. Evite televisão. O hábito de comer assistindo TV ou fazendo outra atividade impede que as pessoas prestem atenção na quantidade de alimentos que estão comendo.

Todas as refeições devem ser feitas à mesa com a cadeirinha própria, de preferência. Evite sair andando pela casa, atrás da criança, com o prato na mão. Mostre a ela que existe horário e lugar certos para fazer as refeições. No início isso pode parecer complicado, mas tenha certeza que no futuro esse ato vai facilitar muito a rotina dos pais.

Inicie com frutas amassadas, no lanche do meio da manhã ou da tarde. Após alguns dias, ofereça um a dois legumes cozidos bem amassados com o garfo no horário do almoço. Após essa fase de primeiro contato com o alimento, as frutas podem ser variadas, assim como os sucos, evitando, claro, colocar açúcar. Os sucos não representam lanches e sim hidratação!

A papinha de sal também já pode ser completa: utiliza-se legumes variados amassados com garfo e carne com textura moída ou bem desfiada. Não utilize liquidificador para isso. Aos poucos pode-se acrescentar os folhosos na papinha também. A partir do sétimo mês a papinha do bebê deve conter no mínimo 2 legumes (um mais energético), um folhoso e uma carne (ou peixe ou gema de ovo). Pode-se colocar feijão também. Quanto maior a variedade de legumes e frutas oferecidos no dia maior é o teor de vitaminas e minerais que seu bebê vai receber, ou seja, a alimentação estará completa e balanceada.

À medida que o bebê se acostuma com o paladar da refeição e desenvolve a mastigação e deglutição, a papinha pode ir ficando mais grossa e cada vez em pedaços maiores e macios. O arroz e o macarrão já podem ser acrescentados. Evite leite e derivados na papinha.

O recomendado é evitar o sal, mas pode-se utilizar ervas (salsinha, cebolinha, manjericão etc), alho e cebola.

Evite trocar as refeições principais pelo leite materno. O leite materno deve ser oferecido em períodos contrários aos das refeições.

A quantidade de comida é bem variável, de acordo com o seu apetite. No início, poucas colheradas já são suficientes e, aos poucos, esta quantidade irá aumentando naturalmente. É importante observar se as pequenas refeições não estão interferindo no apetite das grandes refeições (como colocado na semana passada).

Com a introdução de alimentos complementares, é importante que a criança receba água nos intervalos das refeições. De pouquinho a pouquinho, o dia todo.

A partir de um ano de idade ele já estará se alimentando com a qualidade e texturas bem próximas às da família.