Tenho 11 sobrinhos. Cresci vendo essas crianças passando as férias na fazenda do vovô Calivaldo. Subindo em árvore, apanhando goiaba e jabuticaba, acompanhando o nascimento dos cachorrinhos, gatinhos, bezerrinhos. Rodando o café. Tomando leite fresquinho da vaca com toddy que a vovó Margarida preparava, sob protestos do vovô, que não gostava de ver os netos consumindo chocolate. 
Eu vi essas crianças acompanharem o avô na carroceria da Pampa vermelha. Paravam embaixo do pé de abacate, embaixo da mangueira, de onde apanhavam sacos e mais sacos de frutas. Até uma casa na árvore, ele, engenheiro de formação, projetou com o genro e mandou construir para os netos. 
Um avô que era às vezes exigente e metódico, mas que sabia ser muito carinhoso. E quando a neta mais velha, hoje com 15 anos, completou um aninho, ele recitou de cor o poema que inicia este post. E ficou todo feliz quando achamos o texto na íntegra. Mais recentemente, quando a Sarinha fez um aninho, tivemos a felicidade de ouvi-lo recitar o poema também.
Vovô querido. Papai querido. Hoje está recitando poemas no céu. Este post é uma homenagem e deixa uma saudade. Obrigada por ter feito parte das nossas vidas. Obrigada por ter sido o vovô dos sonhos das nossas crianças. 
Este post é uma homenagem ao vovô Calivaldo e a todos os avós com os quais nossas crianças sonham. Feliz dia dos avós ;)