Ei! Alguém me conta como era minha vida antes do Lucas? Esqueci completamente! Minha vida era corrida? Não chega a 1/3 do que é hoje. As 24 horas do dia são preenchidas pelo meu filhote. Pois quando não estou cuidando da rotina dele, estou estudando sobre como cuidar.

É uma aventura tentar entender se o choro é de irritação, sono, fome ou só tédio. Meu interesse de leitura passou da atual conjuntura política ou do novo livro de marketing,  para a relação do dente com a assadura, por exemplo (risos). Ou como estimular o bebê: se é uma reação da idade ou não. Com quantos meses pode sentar? E engatinhar? Será que tem tido todo o estímulo necessário? Como ensiná-lo sobre ser gentil, carinhoso, prestativo, cheiroso e que não fique bravo com os apertos de bochecha? (risos)

O trabalho de ser mãe requer mais atenção que imaginava. Mas é divertido e faz bem descobrir que somos capazes de cuidar de gente. Que nosso amor cresce tanto que chega a ficar bobo. Hoje entendo as preocupações da minha mãe. E espero saber educar tão bem quanto ela me ensinou. O que aprendi nesses sete meses de convivência fora do útero? Ele tem sua personalidade e seus limites, ele gosta de pêra com banana. Que é legal ter uma rotina. É muito bom ter alguém te esperando de braços abertos em casa. Que é diferente o amor dele pela mãe e pelo pai, mas não há problema nem competição nisso. Que comigo é beijo e com o pai é riso. E que cada dia tudo muda. E é bacana acordar (cedo) para descobrir!