Aqui Na Pracinha, as idealizadoras já postaram algumas dicas de como se deve estimular a criança em cada idade. E sempre me chamou a atenção a diferença entre as crianças cujos pais se preocupam com isso e aquelas que não recebem os estímulos adequados para a idade.

É muito comum observarmos os extremos. Pais que deixam os filhos largados em seus berços e não os estimulam de maneira nenhuma, que não procuram oferecer objetos e experiências novas, possibilitando o crescimento físico e deixando de lado o social, o cognitivo e o emocional. E em contrapartida aqueles pais que super estimulam seus filhos não respeitando o tempo de assimilação e interesse, podendo causar ansiedade tanto na criança quanto neles próprios.

A incompletude do ser humano faz com que ele tenha curiosidade e busque vivenciar e aprender coisas novas sempre. Porém, é muito importante observar o que está chamando atenção da criança. Não devemos forçá-la a aprender algo que ainda não está preparada e que não a interessa naquele momento. Devemos sempre estar atentos às suas solicitações, necessidades e interesses. Não é porque o filho do vizinho com a mesma idade do seu filho faz uma coisa que o seu tem que fazer igual. Cada ser humano tem suas próprias necessidades e entender, estimular e respeitar isso é dever dos pais e cuidadores.

Se a vontade de experimentar o mundo não for estimulada na infância, a criança poderá perder grandes oportunidades de descobrir a imensidão do mundo e viverá apenas o “mundinho” que permitiram que ela experimentasse. E com isso, tudo que for novo poderá se tornar ameaçador para esta pessoa podendo causar grandes dificuldades na adolescência e/ou na vida adulta. A super estimulação também pode causar sérios danos, pois a pessoa pode se tornar ansiosa, com dificuldade de concentração e de terminar algo que começou.

Enfim, o equilíbrio e o respeito são a chave do sucesso na hora de estimular seu filho. E faça isso com naturalidade e tranqüilidade. E reforço que cada criança é uma, então evite comparações.