Seria a pracinha pedindo ajuda?
  
O passeio de hoje foi escolhido via googlemaps. Eu queria conhecer uma pracinha nova, que fosse perto da minha casa, mas que ninguém ainda tivesse me contado sobre ela. Acho que me empolguei com a última descoberta e fiquei imaginando que outras surpresas poderiam surgir.
Fomos parar no bairro Floresta, Praça Comendador Negrão de Lima. Pelo mapa, um espaço um tanto quanto amplo – “deve ter brinquedo”, pensei, na minha inocência. 
Foi fácil chegar. Na praça e no sentimento de decepção, que tomou conta de mim assim que avistei a pracinha. Não tem balanço? Nem um escorregador? E quanta pichação, quanta estrutura quebrada e que sujeira…
Descobri que no dia anterior aconteceu um evento na praça. Talvez esteja aí a explicação de tantos copos, tocos de cigarro e guardanapos espalhados. Mas justamente em uma ação de ocupação urbana, que se propõe a utilizar os espaços da nossa cidade, consequentemente, cuidando dos mesmos, que incoerência!
Bom, mas se não tem escorrega, vai de gazebo mesmo. A estrutura, ainda que quebrada, virou um brinquedo improvisado para a pequena. A praça parece ser normalmente frequentada para caminhadas e para dar uma relaxada nos banquinhos – encontramos muitas pessoas sentadas, pensando na vida, lendo um jornal… Avistamos apenas um pai com seu filhote pequeno e uma mãe com um bebê, que pela primeira vez visitava o espaço e me contou: “estranho não ter crianças aqui hoje, normalmente a praça fica cheia de crianças brincando”. Estranho mesmo. Será coincidência? Ou talvez os pais se cansaram da falta de cuidados na pracinha?
Um ambiente que poderia estar lindo, pois é bem dividido e faz parte da história da nossa cidade. No local da Praça Comendador Negrão de Lima, existia a chácara da família Negrão de Lima, que fez parte da ocupação inicial da nossa cidade. A sede da propriedade continua preservada no bairro e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, olha que importante…!
Será que dá para mudar esse cenário e conseguirmos um espaço encantador para as nossas crianças? Será que vamos precisar de uma empresa para adotar a pracinha? Será que a população conseguiria se mobilizar para revitalizá-la? Será que existe solução?
Pra terminar, vale destacar, entre as pichações, mensagens que nos fazem refletir – um coração amarelo na árvore, um “mais amor, por favor”, na coluna do gazebo. Recado dado ;)
Era um gazebo, muito engraçado, estava triste, todo quebrado :(
Ninguém podia entrar nele não, porque faltava o corrimão… :(

Pobre gazebo, virou brinquedo (!)
Mas a pracinha tem potencial,  não acham?

O espaço é amplo

Pichações nos bancos – escolha a sua

Mais um recadinho

No meio da Floresta, havia uma pracinha…
…pedindo mais amor, por favor…!
Mas, ainda assim, a gente insiste em passear ;)
O que tem de bom por lá:
:: espaço
:: facilidade para chegar
O que precisa melhorar:
:: não tem brinquedos
:: estruturas quebradas 
:: estruturas pichadas
:: sujeira
Como chegar:

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