A pedido dos leitores, hoje falarei sobre um tema que dizem estar na moda agora, mas que na verdade sempre esteve. Pois criar os filhos para que eles sejam seguros, autoconfiantes e empáticos sempre foi o objetivo da maioria dos pais.

Criação com apego ou “attachment parenting” não é um método, ou seja, não há regras a serem seguidas. Pode-se dizer que é uma filosofia que preza o bem estar físico, emocional e social da criança. E este é alcançado respeitando a singularidade de cada sujeito e observando suas verdadeiras necessidades.

Ao contrário do que alguns críticos andam dizendo, a criação com apego não gera crianças tiranas, cheia de vontades e sem limites. Seus adeptos defendem a colocação de limite sem violência e com muito diálogo. E como já disse aqui algumas vezes a criança precisa saber o porquê de não poder fazer algo. Pois só assim ela entenderá que aquilo não faz bem para ela e/ou para os outros. Um “não” vazio de explicação NÃO traz nenhum ensinamento. E se vier acompanhado de violência então vai gerar apenas medo, raiva, insegurança e estresse.

Para mim, não importa o nome que se dá, o importante é que o filho seja criado com respeito, afeto e interesse.

Pais que respeitam seus filhos entendem que cada um tem seus próprios sonhos e necessidades. E que cada um agirá de maneira diferente frente as mais variadas situações. Não esperem que seus filhos sejam “mini você” eles serão eles com algumas características parecidas com as suas e outras totalmente diferentes. Não queiram se realizar em seus filhos.

Pais afetuosos brincam, beijam, abraçam, fazem cosquinhas, “amassam”, ensinam limites, conversam muito e escutam mais ainda. Um ponto crucial para uma boa criação é ouvir o que seu filho tem a dizer seja através do choro, do corpo ou das palavras. Crianças que recebem afeto serão seguras, afetuosas e decididas.

Pais que se interessam realmente pelos seus filhos estarão sempre atentos não para atender todas as suas necessidades da maneira que eles querem, mas para atendê-las da melhor maneira possível ensinando-os a lidar com segurança em qualquer tipo de situação no futuro.

Enfim, não há teoria, manual ou receita que seja certa ou errada para criação de um filho. O que se sabe é que cada criança é uma e quando ela é respeitada e tratada com amor, torna-se uma pessoa feliz, segura e saudável bio-psico-socialmente. Então observe, escute e crie seus filhos da melhor maneira que você puder.