Fui com minha família para a praia de férias no início deste mês. Lá tive a triste oportunidade de observar pais envolvidos com conversas, celulares, ipads e cervejas sem ao menos olhar para onde seus filhos estavam. E as crianças de 2 a 4 anos “largadas” no meio da areia ou do mar. E quando elas se aproximavam de seus pais não eram sequer percebidas enquanto não chorasse ou batesse nos pais. E lógico que os mesmos ao invés de acolhê-las e escutarem o que queriam iam logo xingando e até mesmo batendo. Sei que estas cenas acontecem em qualquer lugar, dia ou hora, mas o que me incomodou foi pensar que estavam todos ali por conta do a toa, poderiam aproveitar o tempo de folga para curtirem a família e praticarem a filhoterapia.

Fiquei imaginando como seria o dia a dia daquelas famílias: será que eles teriam tempo para a família? Será que eles sabem o que é filhoterapia? Por que aqueles pais não conseguiam se divertir com seus filhos? Por que não queriam ter tempo para eles? Por que os filhos os atrapalhavam tanto?

Tenho certeza que se eu perguntasse se eles e seus filhos estavam divertindo, provavelmente, responderiam sem pestanejar que sim. Não percebendo se realmente houve diversão. Porém, filho não pode ser visto como uma “obrigação social”, quando se opta por ter um filho deve-se ter em mente que o mesmo necessita de amor, carinho, dedicação, limite e tempo. Que a família aumentará e com isso as demandas mudarão e há necessidade de se organizar para que se construa uma família unida e harmoniosa.

Nós do Na Pracinha somos adeptos e superdefensores da filhoterapia. Que nada mais é se entregar ao verdadeiro papel de pais, ou seja, curtir, educar, brincar e amar os filhos. Aproveite cada segundo da companhia de seu filho, se divirta, brinque, gargalhe e deixe-se surpreender com tanta coisa que ele vai lhe ensinar. Pois um dia, em breve, eles crescerão, baterão as asas e aí não caberá arrependimento dizendo que não aproveitou tanto quanto deveria.

A gente só conhece o outro se estivermos disponíveis para isso. Então se dedique inteiramente ao seu filho. E isso não significa que você tem que estar grudado nele 24 horas. Mas significa que
quando for para estar com ele que você realmente esteja ali 100% por conta dele.

Sei que hoje a realidade da maioria das famílias é ter alguém que olhe os filhos enquanto os pais trabalham. Não ampliem o papel deste cuidador, filhos precisam dos pais! Deixe a babá ou avó apenas cumprirem o papel delas. O papel de pai e mãe quem deve cumprir são os pais.Vamos ser pais por inteiro e não apenas para “cumprir” uma “obrigação social”?