Desde a gestação, a maior parte dos pais já inicia a diferenciação do que é de menina e de menino, escolhendo cores características de cada gênero. E a partir daí, podemos afirmar que esta diferenciação ocorre por causa dos adultos.

Então a criança nasce, e os pais enchem a casa de carrinhos, bolas, super heróis, no caso de meninos, e de bonecas, princesas e objetos para brincarem de casinha, no caso de meninas. Até que um belo dia, passeando por alguma loja de brinquedo ou na casa de algum amiguinho do sexo oposto, o menino se interessa por uma boneca ou a menina por um carrinho… Isso é errado? O que os pais devem fazer?

Ainda bebê, a criança não sabe o que é masculino e feminino. Ela tem interesse pelo mundo. Ela quer descobrir, apalpar e experimentar tudo o que aparecer pela frente, seja bola, boneca, carrinho, controle remoto, prato, copo, telefone, chave etc. A criança é um ser curioso. Ela deseja brincar com tudo o que lhe gera interesse.

Em torno dos 3 anos, a criança começa a descobrir a diferença entre homem e mulher, período que normalmente coincide com a retirada da fralda e o início do uso do banheiro. Neste momento, ela começa a observar que o coleguinha tem algo que ela não tem ou ele percebe que a coleguinha não tem algo que ele tem. Nesta época se inicia, normalmente, a formação de grupos por identificação dos gêneros e afinidades, compondo os clubes do “Bolinha” e da “Luluzinha”.

Mas mesmo havendo esta descoberta que “sou menina e ele é menino” ou vice-versa, é saudável que ainda haja interesse por brinquedos considerados do sexo oposto. Lembrando que é através das brincadeiras que as crianças aprendem a lidar com o que lhes alegra e entristece no dia-a-dia. E em nossa sociedade atualmente, há muitos pais cumprindo papéis antes só realizados pelas mães e vice-versa.

Não há nada de errado em as crianças terem interesse e brincarem com brinquedos considerados do sexo oposto. Até porque, normalmente, quando um menino pega uma boneca para brincar ele não quer ser a mãe e sim o pai. Quando a menina pega um carrinho para brincar ela está indo levar a filha na escola etc. O preconceito e o tabu estão na cabeça dos adultos. Elas estão apenas repetindo aquilo que vivenciam. Então não julgue e não olhe torto quando seu filho, sobrinho, neto ou afilhado quiser brincar com algo que você considera que não é para o gênero dele.

O objetivo do brincar é extravasar, desenvolver e amadurecer e, por isso, quanto mais brincadeiras e brinquedos disponíveis, maior a chance de desenvolvimento de habilidades variadas o que, consequentemente, gerará um adulto feliz, saudável, criativo e seguro.

É importante reforçar que ao nos referirmos a muitos brinquedos, não estamos incentivando o consumismo. Qualquer objeto pode ser transformado em um brinquedo interessantíssimo, basta ter criatividade e deixar ser levado pela imaginação.Então, deixe seus filhos brincarem, incentive as brincadeiras e brinque com eles!

A marca sueca Top Toy incentiva o brincar sem discriminar a publicidade por gênero