Em sequência às análises dos rótulos nutricionais, para finalizar, mas não menos importante, são as informações que estão ou deveriam estar presentes relacionadas ao consumo pelas pessoas alérgicas ou intolerantes a certos alimentos ou constituintes desses.

As alergias alimentares atingem 8% das crianças brasileiras, sendo que alguns dos riscos de consumir alimentos alergênicos são: atraso no crescimento, vômito, parada respiratória, inflamação no intestino, podendo até mesmo ser fatal.

Hoje os rótulos exigem obrigatoriedade na existência de glúten, fenilalanina, sacarose e alguns corantes (tartrazina). Mas existem outras inúmeras alergias que podem ser vinculadas por outros componentes (leite e seus constituintes, amendoim, soja, ovos, crustáceos, por exemplo).

Muitos alimentos diferentes, ao serem fabricados pela mesma indústria, utilizam as mesmas máquinas na produção e casos de alergia podem se manifestar com minúsculas partículas que são colocadas no alimento, vindo de outro, em contato com as máquinas (“traços”). Também outra forma de se enganar é a maneira o componente é escrito, nem sempre claro, por exemplo: o caseinato de cálcio é proveniente do leite.

Sendo assim, os rótulos atuais já trazem muitas informações importantes e entendemos que já houve uma grande evolução, mas ainda em processo, pois existem muitas outras informações diretamente relacionadas com a saúde da população que poderiam estar presentes.

Hoje, para maior segurança da família, a certeza da compra e consumo de um alimento por uma criança alérgica deve ser realizada com a pesquisa direta à indústria através do serviço ao consumidor, e claro, a cobrança de uma legislação com a finalidade de regulamentar a questão.

#poenorotulo
Vale acompanhar o Movimento #poenorotulo, criado por um grupo de mães que possuem filhos com diferentes alergias alimentares e que se mobilizaram por informações mais claras nos rótulos dos alimentos. Acompanhe as propostas na fan page do Movimento. Nós do Na pracinha apoiamos a iniciativa!