Foto: Patrícia de Sá Machado

 

“Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver”

(Menininha – Toquinho)

Hoje Olívia completa 1 mês. Puxa! Como o tempo voa. Nesses 30 dias, concluí que não há manual em que encontremos a verdade absoluta na criação de nossos filhos. Crianças são diferentes, não há uma igual a outra, elas se desenvolvem de forma particular, inclusive os irmãos _ no nosso caso, as irmãs.

A palavra de ordem na família tem sido “adaptação”:
:: Para mim e para o papai, que precisamos conciliar a atenção e os cuidados para duas crianças;
:: Para a Ciça, que precisa conviver com a perda de seu posto de filha única e compartilhará os pais com um serzinho novo que surgiu no pedaço.

 

Foto: Patrícia de Sá Machado

Ainda estamos ajustando nossa rotina e rituais nesta nova dinâmica familiar. E, principalmente, aprendendo a lidar com a primogênita, que precisa entender que continua sendo muito amada e reinando nesta casa.  Algumas amigas já haviam me dito que ser mãe de dois seria mais fácil. Sim, é mais fácil nos cuidados, afinal, você tem experiência, fica menos ansiosa e mais prática, fica até menos cansativo neste sentido. No entanto, ter que conciliar a atenção para ambos é díficil. Às vezes, o tempo é curto para você curtir o mais velho e, claro, ele sente falta. Na primeira semana, meu coração ficava apertado todas as vezes que Cecília queria minha atenção e eu, por algum motivo, não podia atendê-la naquele momento. Em casa, tenho tentado criar períodos nossos para que ela não sinta tanta falta e mantivemos alguns passeios que ela sempre gostou para serem feitos com o papai (teatro, pracinha etc). Agora, já estamos nos programando para curtir ao ar livre juntos, mesmo que por um tempo menor.

Especialmente no meu caso, tenho vivenciado uma tentativa de desacelerar e não me cobrar tanto quando não consigo cumprir algo que estava planejado. Além de aprender a lidar melhor com os imprevistos. Para uma pessoa ansiosa e organizada, tem sido um desafio. Atividades simples como hora do banho, refeições, hora da soneca, tornam-se testes de paciência. Tento trabalhar com o tempo a meu favor, sempre antecipando situações para previni-las. A única verdade por aqui tem sido que cada dia é um dia, afinal, tem um que dará tudo certo e aqueles em que nada sairá como o esperado.

 

Foto: Patrícia de Sá Machado

A filhota mais velha tem tido crises de ciúmes, mas também muitos acessos de amor ao extremo para com a irmã. Há momentos em que precisamos intervir, já que ela não consegue medir a sua força na hora de um abraço, de um beijo, de um carinho. Assim como também tem seus acessos de birra quando estou com Olívia por um longo período, por exemplo, durante a amamentação. Nas primeiras semanas, me excedi em meio a tantos “nãos” para a pequena e me senti super ultra mega culpada. O mantra agora é a disciplina positiva 😉

Realmente, a maternidade é um amor que não se mede. É inexplicável, uma doação sobrenatural. A cena mais linda da minha vida foi ver a reação da Cecília quando conheceu Olívia, que coisa fofa! Me arrepio só de lembrar. Definitivamente, hoje sou muito mais feliz. Afinal, nossos dias em família estão mais iluminados <3