Para promover o crescimento e desenvolvimento adequados, a partir do sexto mês de idade (podendo ser antecipado por até dois meses, ou seja, no quarto mês, se houver necessidade) é necessário iniciar a introdução de novos alimentos.

A introdução de novos alimentos na alimentação do bebê deve começar, mantendo, de preferência, o leite materno até os dois anos de idade ou mais, por isso o nome: alimentação complementar.

Há crianças que se adaptam facilmente a essa nova etapa e aceitam bem os novos alimentos. Outras precisam de mais tempo, o que não deve ser motivo de ansiedade e angústia para as mães (muito difícil!), pois todas as crianças, se incentivadas, irão aprender a se alimentar. Mas é muito importante aceitar que quanto mais rica e interativa for essa fase, mais fácil será a alimentação da criança em longo prazo.

Normalmente, o bebê rejeita as primeiras ofertas dos alimentos, pois tudo é novo: a colher, as formas dos alimentos e os sabores. Às vezes ele nem entende o que fazer com a colherzinha na boca (já que desde que nasceu apenas teve o estímulo de sugar o leite materno) por isso as palavras em questão, nessa fase, são:

REPETIÇÃO + PERSISTÊNCIA


Como começar?
Antigamente, iniciávamos a alimentação do bebê obrigatoriamente pelas frutinhas e sucos. O processo era realizado assim, pois as frutas possuem sabor doce, parecido com o o leite materno e pensava-se que o risco de rejeição era menor. Hoje não temos mais essa regra: podemos iniciar com as frutas e legumes conjuntamente. Oferecer uma baroa amassadinha, por exemplo.
E os sucos? Os sucos devem ser evitados como fonte de alimentação e antes de mamadas e refeições, só é interessante oferecê-los para hidratar e mesmo assim a água cumpre melhor esse papel.
Falando de água: essa deve ser oferecida assim que o bebê inicie o contato com os alimentos. Ofereça durante o dia todo em pequenas quantidades.

Existem frutas e legumes ideais para esse momento?
Inicialmente preferimos os legumes e frutas que possuem um paladar mais “leve” e um pouco adocicados: abóbora, baroa, banana, mamão, por exemplo. Mas essa fase dura pouco: aproximadamente 10 dias. Após esse momento pode ser oferecido aos poucos outros legumes e frutas.

Existe algum legume ou fruta que não posso oferecer? 

Não, com alguns cuidados: observar que ao iniciar a alimentação complementar o bebê normalmente tende a apresentar o intestino preso, então evite aqueles constipantes. Evite oferecer nessa fase frutas muito ácidas, deixe para o outro mês, apenas para ele ir acostumando com o paladar diferente. Importante: cascas e sementes não podem ser dados, com risco de engasgamento.
É interessante a variedade: evite repetir os alimentos diariamente.

E os outros alimentos como carnes, peixes, macarrão, arroz, feijão?
As carnes (bovina, peixe, frango) e feijão amassado poderão ser oferecidos após essa fase inicial. Para o feijão não ser fonte de cólicas: deixar de molho um dia antes e trocar a água algumas vezes antes de cozinhar.
As massas e o arroz: vamos deixar para o próximo mês.

Como fazer?
Trocar uma mamada do meio da manhã e tarde pela frutinha ou legumes. A quantidade varia muito, desde uma colherzinha até uma fruta inteira. Não é obrigatório oferecer apenas um tipo de fruta ou legume, mas ao dar mais de um tipo, evite misturar tudo nessa fase, por exemplo: coloque meia banana, um pedacinho de abóbora e amasse separados. Depois, dê cada colherada com um diferente. O bebê aceitou? Pode colocar os dois na mesma colher.
As frutas e legumes nessa fase devem ser bem amassados ou raspados. Nunca utilizar farinhas, mel ou liquidificar.

E se o bebê não aceitar?
Nessa fase, como foi dito, é difícil afirmar o porquê da não aceitação; porque não gostou do sabor, porque achou estranho, porque não entendeu o movimento da colherzinha na boca e muitos outros. Então, ofereça novamente em outro dia alternado. Sempre!

Vamos para a próxima fase? Semana que vem tem mais! Envie suas dúvidas!


Veja também:
Iniciando a alimentação complementar [Parte 2]