A maioria dos pais quer o melhor para seus filhos. E nessa tentativa de sempre acertar, várias vezes se equivocando. Quando isso acontece, é de extrema importância assumir o erro e tentar consertá-lo. Com a quantidade de informações e teorias dizendo o que é melhor para se fazer com o filho, muitas vezes os pais experimentam novas maneiras de educar suas crianças e acabam inserindo regras que não condizem com o seu cotidiano. Isso gera sofrimento para toda a família, e se não houver uma intervenção, algo que antes era prazeroso pode se tornar um tormento.

Existem inúmeras teorias interessantes, que no papel – ou na tela – são lindas, mas que na prática podem não funcionar em determinada família. Se aconteceu no seu âmbito familiar, isso não faz de sua família pior do que a do vizinho em que a teoria funciona. Uma regra que todos deviam seguir é não querer imitar ninguém, ser o que o outro é.

Cada família é uma. É claro que devemos sempre buscar conhecimento e é muito bacana admirar os acertos dos outros. O reconhecimento de que o outro está fazendo algo diferente de você, e que o que ele faz lhe parece melhor do que o que você faz também é válido. A tentativa de colocar em prática também é válida, desde que não traga prejuízos a você e sua família.

Há algo que está lhe incomodando? Reflita tentando reconhecer o que realmente está lhe desagradando e sobre como você pode mudar. Não mude de atitudes apenas porque um especialista falou em seu livro, ou leu em um site da internet, ou assistiu a um program de TV. Se o método considerado errado ou fora de moda  funciona bem em sua casa, então para você ele não é errado. É claro que existem atitudes que não são aceitas, como por exemplo, educar com violência, não é mesmo? Mas, há outras regras sendo ditadas como o único jeito correto de se criar um filho e que devem ser avaliadas diante da realidade de cada um.


Se você colocou em prática e não funcionou, não tenha receio de voltar atrás.  Desfazer algum combinado porque ele foi maléfico para a criança e para a família não é errado nem faz com que o respeito pelos pais diminua. Mas isto deve ser a exceção e não a regra. E deve-se deixar bem claro para a criança o porquê de o combinado estar sendo desfeito ou modificado.

Enfim, o que realmente importa é estar sempre atento ao bem estar da família. Visando a paz e a harmonia. Educar é preciso e importante, mas cada família tem o seu jeito e sabe o que é melhor
para si. Não se ache pior nem melhor do que ninguém porque a sua maneira de criar é diferente das demais pessoas. Como já disse algumas vezes, tudo na vida é questão de equilíbrio e não adianta querer ser rígido demais nem permissivo demais. O meio termo é o ideal, mas este vai variar de pessoa para pessoa e de família para família.