Foto: Duorama

Olá Mamães e Papais, tudo bem?

Nessas minhas andanças pelo mundo da estimulação infantil,  descobri uma técnica que me deixou simplesmente apaixonada: a Haptonomia! Vocês já ouviram falar? Pesquisei bastante sobre o assunto e trouxe aqui algumas informações confiáveis que encontrei pra compartilhar com vocês. Eu amei tanto a idéia de ser uma profissional nessa área que já estou frenética procurando uma formação!

A Haptonomia é uma terapia voltada ao desenvolvimento da comunicação entre o bebê, a mãe e o pai.
Ela favorece a consciência dos pais sobre a paternidade e prepara a mãe e o bebê para o momento do parto, através de estímulos realizados na barriga pressionando a placenta e pedindo uma resposta em movimento dele.

Tendo por base o diálogo com o bebê, a Haptonomia propõe a iniciação ao toque emocional: ao acariciar a barriga de modo específico, os pais entram em comunicação com o bebê e aprendem progressivamente aquilo que ele gosta ou aquilo de que precisa. Trata-se de um processo de reconhecimento do bebê desde a vida fetal e contribui para que sejam criadas bases sólidas a nível da segurança emocional.

As sessões podem ter início a partir do momento em que se perceba os movimentos do bebê, geralmente entre o 4º e o 5º mês de gravidez. Acontecem com o casal e são acompanhadas por um especialista. A Haptonomia não é uma técnica terapêutica restrita apenas à gestação, mas seu principal trabalho acontece durante a gestação e até dois anos após o nascimento do bebê.

Ao longo das sessões, o especialista também indicará quais os gestos e posturas que a ajudarão a mamãe a relaxar, a ser uma grávida serena e a estar tranquila no momento do parto. O pai descobre também como o tato a pode acalmar e ajudar a relaxar: ao exercer suaves pressões consegue modificar o seu tônus muscular e contribuir assim para o relaxamento de todos os músculos.

No dia do parto, ambos os pais podem participar ativamente no nascimento do bebê, sendo que a mamãe vai progressivamente guiando o bebê para o ar livre, o pai acalmando a companheira através de gestos precisos e ajudando a manter o contato com o bebê que vai nascer. Após o parto, os pais são convidados a voltar com o recém-nascido durante algumas semanas para descobrir os gestos que fazem o bebê sentir-se seguro e como continuar a acompanhá-lo até a sua autonomia.

A Haptonomia é uma técnica pouquíssimo conhecida no Brasil. A palavra Hapto tem origem grega e siginifica “fazer contato tátil, eu me junto ao outro, eu estabeleço relação (por meio do toque) com o outro com a intenção de fazer um todo, de confirmar a outra pessoa em sua existência”. O termo Haptonomia foi utilizado pelo holandês Frans Veldman, há cerca de trinta anos, para definir o que ele chama de Ciência da Afetividade, o conjunto de leis que regem o campo do nosso coração, nossos sentimentos. A base desta ciência é o princípio de que o ser humano tem o direito primordial de afirmação de sua existência e de confirmação da afetividade de seu ser desde o momento de sua
concepção.

O acompanhamento haptonômico pré, peri e pós natal dos pais e do bebê promove o desenvolvimento de vínculos afetivos entre os pais e a criança e os ajuda a estabelecer uma comunicação amorosa com o bebê desde o período uterino. Esse contato precoce também ajuda a criar uma situação favorável para uma experiência positiva de nascimento e pós- parto para o bebê e seus pais.

A relação afetiva estabelecida durante este acompanhamento, entre pai, mãe e a criança, promove o desenvolvimento do senso de paternidade e maternidade e da responsabilidade que os pais têm em relação à individualidade de seu filho enquanto ser humano.

A Haptonomia ajuda os pais a desenvolverem uma relação com a criança de forma a estimular seu desenvolvimento físico, psíquico e emocional, encorajando sua autonomia. É importante ressaltar que podem ensinar a técnica somente profissionais da área de saúde com formação nas escolas de
Haptonomia dos Centros Internacionais de Investigação e Desenvolvimento da Haptonomia.

O que vocês acharam? Gostaram?
bjokas,
Mari Lacerda