Não resisti – encontrei o “Na” pracinha em meio aos elementos químicos no Museu das Minas e Metais :)

Mais uma visita a um espaço que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade – MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal. Estamos quase completando todo o circuito nessa pracinha, êba :)

O chamado MMM, de forma lúdica e criativa, a história e relação das minas e metais com o Estado de Minas Gerais em 18 salas diferentes. Totalmente interativo, o museu é um ambiente mais escuro, para facilitar a visualização dos recursos audiovisuais que se encontram por todo lado.

É dividido em três andares:

1) Nível Liberdade

2) Museu das Minas

3) Museu do Metal

No primeiro nível, ficam o Café, a lojinha, praça de convivência e auditórios (é possível realizar eventos no espaço) e um vídeo que despertou a atenção da pequena, contando a história do prédio. O chamado Prédio Rosa foi inaugurado juntamente com a capital de BH e a Praça da Liberdade (1897!) e é tombado pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico). Lembramos muito do nosso passeio ao Palácio da Liberdade, cujo prédio muito se assemelha, com o mesmo estilo “afrancesado”, escada da Bélgica, paredes simulando mármore, entre outros elementos.

Entrada do prédio: um vídeo conta a sua história – inaugurado junto com a
capital de BH e a Praça da Liberdade

No segundo nível, a primeira atração foi o “Show do Milhão” em tela touchscreen, no qual é possível participar de um quiz sobre questões relacionadas ao carbono, como as semelhanças e diferenças entre o diamante e a grafita. As crianças, claro, se aglomeram ao redor e testam seus conhecimentos.

A pequena também curtiu a interação com uma “cozinha virtual”, na qual uma chef faz receitas diferentes, utilizando metais e ligas.

Um grande corredor apresenta em janelas – algumas com áudio – parte do acervo do Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães. Sara curtiu observar as diferentes formações, e com um pai paciente que tudo mostrava para a pequena.

O chão de estrelas é um atrativo à parte – inúmeras lunetas fixas ao chão apresentam minerais que podem ser observados pelos curiosos visitantes. O ambiente expositivo é lindo e convidativo.

O andar das Minas também apresenta a sala “Miragens”, na qual elementos minerais são representados holograficamente – as crianças tentam “pegar” as pedras, mas não conseguem.

No último nível, dois corredores apresentam telas com vídeos sobre o uso dos metais no passado, no presente e seus avanços. Não paramos nessa sala, pouco atrativa para uma pequena de três anos.

Mas ficamos encantados com a sala da Tabela Periódica. Tubos metálicos projetam no chão os elementos químicos formando um lindo labirinto, que faz a curtição da pequena. Um vídeo simulando uma conversa com o Prof. Mendelev é exibido o tempo inteiro. Adoramos conhecer esse químico “muito doido” que conta sua história em detalhes e desperta a atenção dos visitantes.

Outro atrativo é uma grande balança na qual, ao sermos pesados, conseguimos ver em uma tela a quantidade de minerais presentes em nosso corpo.

Uma grande maquete interativa também está disponível para os visitantes acompanharem o caminho percorrido pelo minério, desde sua extração na lavra até a chegada ao porto.

Por fim, curtimos o “espelho mágico” nessa mesma sala, por meio do qual é possível projetar coroas, colares e adornos sobre nosso corpo. Basta posicionar-se no local indicado e selecionar o objeto desejado.

Nunca tive muita afinidade com química e nem muito interesse no assunto “minas e metais”, confesso. Adoramos a visita porque os espaços expositivos conseguiram despertar essa vontade de conhecer mais e aguçar a curiosidade em relação a assuntos tão importantes para a cultura do nosso estado.

Para as crianças menores, ainda que o assunto não fique tão claro, o interesse começa a surgir e assim o conhecimento vai se formando.

Obs.: desculpe a baixa qualidade de algumas fotos – a proibição do uso de flash e o ambiente muito escuro não colaboraram com os registros

O prédio tem cadeira de rodas e carrinho de bebês disponível e é todo acessível,
com banheiros adaptados, elevadores e rampas :)
Que cozinha engraçada! Metais e ligas usados nas receitas

É o Show do Milhão! Conhecendo melhor o carbono

Que lindas, mamãe!

Chão de estrelas – estou vendo, está lá embaixo!

Pedra holográfica – pode tentar, mas não vai conseguir pegar :)

Sala repleta de vídeos – parte não atrativa para uma pequena de três anos

Com os pés no lugar certo, uma coroa aparece na cabeça :)

A maquete mostra todo o ciclo do minério – da extração na lavra à chegada no porto

Em uma balança diferente, descobre-se quantos elementos químicos tem no corpo de cada um

Os elementos químicos de uma forma linda :)

Mendelev – o químico mais “rock n’roll” que eu já conheci

Café charmoso para uma pausa na visita ao Museu
Na saída, lembrancinha: sementes de girassol pra plantarmos lá fora :)

O que tem de bom por lá:
:: muita cultura
:: ambiente acessível
:: interatividade
:: instalações que despertam o interesse de todas as idades

O que pode melhorar:
:: a escuridão do ambiente o torna um pouco frio
:: a entrada do prédio, assim como acontece com o Espaço do Conhecimento UFMG, está tomada por mendigos, afastando os visitantes

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Horário de Funcionamento:
Terça a domingo: 12 às 18h
Quinta-feira: 12 às 22h
Na última terça-feira do mês: 12 às 17h

Entrada gratuita :)




Como chegar lá: