Estamos começando o inverno e nesse período, as infecções das vias aéreas superiores, tais como resfriado comum, gripe, otite e sinusite, estão entre os principais problemas de saúde nas crianças. Você já deve ter convivido com algum deles incomodando o seu filho.

As crianças apresentam entre seis e oito episódios de infecções respiratórias por ano, sendo mais frequente entre os seis e 24 meses de idade. A maioria delas são causadas por vírus e por isso não precisam ser tratadas com antibióticos.

Por que tantas infecções ao longo do ano?

Normalmente, basta que a criança comece a frequentar a creche/escolinha, para as infecções surgirem pelo convívio com as outras crianças. Além disso, o clima frio também aumenta a frequência dessas infecções. A transmissão dos vírus respiratórios ocorre através de gotículas de secreções respiratórias emitidas através da tosse ou espirro. As mãos contaminadas com essas secreções também podem transmitir esses vírus, por isso é importante a higienização frequente das mãos após tossir ou espirrar. Vale orientar as crianças e ajudá-las a lavar corretamente as mãozinhas.

E qual a diferença entre resfriado, gripe, otite e sinusite?

A criança com resfriado comum apresenta congestão nasal, coriza e dor de garganta. Os sintomas persistem por pelo menos cinco dias em 50% dos pacientes, mas 5 a 10% das crianças podem apresentar sintomas por até 10 dias.

A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza que causa principalmente febre, tosse seca e dor de garganta. Importante: é recomendado que crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade sejam vacinadas com a vacina contra influenza por terem risco de evoluir com quadro mais grave dessa infecção.

A otite e sinusite são infecções bacterianas que podem ocorrer como complicação de uma infecção respiratória viral. O diagnóstico de sinusite deve ser considerado quando a criança persistir com tosse e secreção nasal por mais de 10 a 14 dias.

Se o seu filho apresenta um dos quadros acima, ofereça muita água e leve ao pediatra para avaliação caso os sintomas persistam. E, claro, ofereça também muito carinho, que é grande aliado na melhora dos pequenos!