O açúcar já foi considerado tão valioso quanto o ouro. Em tempos que quase não existiam alimentos doces (apenas aqueles que “nasciam assim”) sua introdução na culinária teve uma repercussão que poucos alimentos tiveram. E assim teve início a era doce e o açúcar comandou por muito tempo a nossa alimentação.

Hoje, já observamos uma leve diminuição nesse consumo, um pouco por causa da criação dos adoçantes e também porque o seu consumo excessivo contribuiu com inúmeras patologias, comprovadamente.

O açúcar branco é uma fonte de energia, também chamado de carboidrato simples, ou seja, é um carboidrato que é rapidamente absorvido e metabolizado pelo organismo. Se consumido em excesso, por pouco tempo, o açúcar é armazenado no nosso corpo em forma de gordura (as gorduras localizadas e as que revestem os órgãos) e por um tempo mais prolongado, o açúcar sobrecarrega o pâncreas, que pode perder sua capacidade de funcionamento e aí temos a diabetes tipo 2.

Por isso, é importante entender que a diabetes não é uma patologia dos adultos e idosos, na verdade ela se inicia, na maior parte das vezes, na infância, com alimentação contendo excesso de doces e continua na adolescência, sendo apenas diagnosticada na fase adulta.

Quando o açúcar é introduzido para o bebê, alimentos açucarados (banana amassada com muito açúcar, com mel ou com geleia, por exemplo), acostumamos também o bebê ao paladar doce e isso dificulta a aceitação de alimentos de sal (legumes, papinhas etc) e também dos alimentos ao natural (suco, fruta etc).

O açúcar é necessário para a alimentação da criança?
Não é necessário incluir o açúcar rotineiramente na alimentação da criança. Os carboidratos são obtidos por outros alimentos do dia a dia como: massas, arroz e pães. O açúcar “branco” oferecido normalmente está em excesso.

Cuidado com os açúcares escondidos!
Além do açúcar que utilizamos para adoçar, ele também pode estar presente, em grande quantidade, nos alimentos prontos, como bolos recheados, sucos, tortas, iogurtes. Uma dica interessante para os alimentos feitos em casa: diminua na receita o açúcar pela metade. O sabor não será alterado significativamente e a família consumirá bem menor quantidade. Para os alimentos prontos: observe o rótulo. Se na lista de ingredientes o açúcar for um dos primeiros citados, significa que o alimento analisado não é recomendável.

Se no dia a dia pudermos evitar esse consumo excessivo de açúcar, poderemos nos deliciar dele naqueles dias especiais: um aniversário com docinhos, o bolo com cobertura da vovó e o sorvete de final de semana, sem comprometer a saúde futura das crianças.