Hoje em dia o que não falta são listas que tentam impor aqueles 10 tópicos essenciais em sua vida: dos 10 melhores hotéis, restaurantes, escolas, às 10 maneiras para ter um filho educado, 10 atitudes para dizer não a seu filho etc.

Toda vez que leio uma lista como essas, fico imaginando se todos têm discernimento para reconhecer a validade dessas informações. Eu tenho muito medo dessas listas, pois não há nenhum ser humano igual ao outro. Muitas delas coincidem com maneiras como muitas famílias podem pensar ou agir, mas não devemos colocar como verdade absoluta. Já perdi as contas de quantas vezes ouvi pais e mães dizerem que têm que educar o filho de tal maneira porque fulano disse que tinha que ser assim. Ninguém conhece sua família melhor do que você. Por isso, se quiser seguir uma lista, minha sugestão é que faça a da sua família, considerando o que realmente funciona e é importante para vocês.

“Ah, Lucinda, mas já tentamos de tudo e nada dá certo, nossa família está um verdadeiro caos!”


Mesmo numa situação como essa, vocês têm no mínimo duas saídas. A primeira é fazer uma autoavaliação e perceber o porquê de a dinâmica familiar não estar funcionando, e assim criar estratégias para melhorar a harmonia e a convivência – isso vale para qualquer relação, como trabalho, amigos etc. Se não conseguirem enxergar o que está errado e o que pode ser feito para melhorar, procure ajuda profissional – a segunda saída –  afinal, ele será capaz de junto com a família entender as dificuldades e ajudá-los a superá-las. Pois ali serão criadas estratégias específicas para aquela família, levando-se em conta o que é importante para aquelas pessoas.

Essas listas criam uma grande angústia para quem as lê. Muitas vezes, ouço mães se queixarem de culpa por não conseguirem educar seus filhos da forma bacana como leram em determinado site. O sentimento de culpa é muito prejudicial para a maternidade, por isso, desligue-se um pouco do que é dito como certo e foque em sua vida, na maneira como irá pensar e agir. Não se subestime. Você é tão capaz quanto qualquer outra mãe. Nós, mães, não sabemos tudo, e não é porque nos tornamos mães que temos que saber tudo sobre o maternar. Devemos, sim, procurar informações e ajuda, mas sempre com senso crítico e tendo em vista a nossa maneira de viver, os nossos valores e como a gente vê o mundo. Quando respeitamos as nossas escolhas, qualidades e defeitos, tudo se torna mais fácil. Não temos que ser igual a ninguém. Tente ser o melhor que pode. E assim você se sentirá mais leve e segura para agir e viver da sua maneira.

Não é porque algo funciona com você que será o ideal para todos. Isso vale inclusive para dentro da própria família. Se há mais de um filho cada um será de um jeito e exigirão tratamentos diferenciados. Você pode e deve transmitir os mesmos valores, mas cada um aprenderá da sua maneira. E isso não faz de ninguém melhor ou pior.

Procuramos conviver com aqueles que mais se parecem conosco, que têm os valores parecidos. Mas se o outro vive de maneira diferente e também está feliz, então tudo bem. O respeito e o autoconhecimento são as chaves de uma boa convivência e uma vida mais leve.
Sem culpas, comparações ou cobranças. Então pare e pense: Você está feliz com a vida que está
levando? O que é importante para você? O que você pode fazer para você se sentir melhor?

O meu desejo sincero a todos que lerem esse post: amor e respeito!