Os bebês nascem e com eles algumas doenças que não faziam parte da vida das mamães. A dermatite atópica é uma delas. Doença inflamatória crônica da pele, é transmitida geneticamente. Em 60% das crianças a doença inicia no 1° ano de vida e 90%, antes dos 5 anos de idade.

Quais os sintomas?
O sintoma que mais caracteriza a dermatite atópica é a coceira. Quando a doença se manifesta entre os 2 meses e 2 anos de idade, as erupções aparecem principalmente no rosto, cabeça e pescoço com manchas vermelhas que descamam. A coceira costuma ser pior à noite e o bebê pode ficar irritado e com dificuldade para dormir.

E como fazer para tratar?
O tratamento depende de três medidas importantes: o afastamento dos fatores que desencadeiam a dermatite, a hidratação da pele com efeito nas 24 horas do dia e o tratamento medicamentoso que sempre deve seguir as orientações do médico da criança.

A atenção da família é muito importante:
Como a dermatite atópica é uma doença crônica que tem períodos de melhora e depois recidiva, é muito importante que os familiares saibam como controlar os fatores que desencadeiam as lesões da pele e prevenir as recidivas.

As crianças com dermatite atópica são mais sensíveis aos alérgenos do ambiente, como ácaros da poeira doméstica. Deve-se utilizar colchões com capas apropriadas, evitar tapetes, carpetes, cortinas, almofadas e bichos de pelúcia. O sofá da sala também pode ser fonte de ácaros e merece atenção especial. Manter a residência ventilada e com adequada exposição ao sol.

Outros cuidados importantes:
Roupas: deve-se utilizar sabão neutro de glicerina, evitando-se sabão em pó e amaciante nas roupas. Usar roupas de algodão – as roupas novas devem ser lavadas antes de usar e devem ser retiradas as etiquetas que entram em contato com a pele.

Banho: usar sabonetes e xampus de preferência à base de aveia e sem perfume. O banho deve ser rápido (em torno de 15 minutos) e com temperatura amena. Hidratar a pele logo após o banho com o hidratante indicado pelo médico da criança.


Todas essas medidas contribuem para diminuir o incômodo da dermatite e as possíveis consequências emocionais que podem acarretar nos pequenos. A participação da família nesses cuidados é muito importante e o acompanhamento do pediatra fundamental.