Foto: Duorama

Hoje temos coluna nova no blog. A Marina Oliveira vai pintar por essa praça todo mês com assuntos diversos sobre amamentação e afins. A Marina é enfermeira e orienta com muita sabedoria as mamães que sonham em amamentar, ajudando cada uma com todo o carinho. Bem-vinda, Marina!

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É com imenso prazer, que escrevo pela primeira vez para o blog “Na Pracinha”! Espero poder contribuir um pouquinho e trocar experiências com vocês!

Hoje vou escrever sobre os principais “dificultadores” que norteiam o aleitamento materno.

A grande questão, é o excesso de informações truncadas e oriundas de diversos profissionais, familiares, amigos, sites, cursos, hospitais, enfim. Todas essas informações deixam as mamães cheias de dúvidas sobre o que fazer, uma vez que são geralmente de fontes seguras e confiáveis, mas às vezes, desatualizadas.

Então, vamos lá!

Em primeiro lugar, gostaria de pedir a vocês, que não se sintam culpadas por terem seguido orientações de fulano, beltrano e cicrano, ou por terem tentado e não ter dado certo, ou por terem tido dificuldades. Todas nós passamos por isso e tudo que é novo, desconhecido, gera insegurança, medo e incerteza. O que as mães realmente precisam, é de apoio de verdade, de alguém que passe segurança, tranquilidade, de um profissional especializado em amamentação, que lhe dê a mão e que a faça acreditar no poder e no potencial do leite materno.

Infelizmente, são muitas as pessoas e profissionais da área que irão DESorientar e DESestimular as mães em relação ao aleitamento materno, o que me causa profunda tristeza. E para impulsionar ainda mais essa falta de incentivo, temos que lidar com o que chamamos de “mercado do bebê”, que inclui desde as grandes empresas alimentícias produtoras e distribuidoras de leites em pó industrializados ou complementos. Não estou aqui para escrever que eles não são necessários, de forma alguma, mas seu uso indiscriminado tem se tornado um problema e várias mamães acabam usando em função de prescrições nem sempre reais.

Outro fator que também faz com que as orientações nem sempre sejam adequadas, é a falta de atualização de alguns profissionais, que continuam indicando alguns “facilitadores” e utilizando a lei do menor esforço. É muito mais fácil indicá-los, do que orientar de maneira adequada, observando a criança ao peito, tentando identificar qual o problema e como podemos auxiliar a mamãe a resolvê-lo.

Daremos sequência às postagens, sendo que na seguinte, escreverei sobre quais são esses “facilitadores” e as dificuldades da mãe em função dessas DESorientações.

Peço que contem comigo e não desistam do aleitamento materno sem antes buscar ajuda com um profissional especializado e capacitado. Vamos desmistificar juntas, tudo o que for contrário a uma amamentação prazerosa e de sucesso! Aqui não tem meias palavras e conversa mole não! Vamos seguir firmes e juntas!