Foto: Duorama

Olá, leitores do “Na Pracinha”! Aqui estou mais uma vez, para dar continuidade ao artigo postado anteriormente, no qual escrevi sobre as dificuldades enfrentadas pela maioria das mães, no quesito aleitamento materno.

Costumo dizer que, os “facilitadores” só não se encontram no topo do ranking dos grandes problemas relacionados ao aleitamento materno, porque os palpites desnecessários, as DESorientações e o turbilhão de julgamentos sofridos ativamente pelas mães, são os campeões pela média brasileira de APENAS 54 dias de aleitamento materno exclusivo. Esse dado é vergonhoso e nem sempre é feito algo de concreto por parte de alguns profissionais, para que possamos mudar esse cenário.

Diariamente, passo por situações extremas com as mamães e os bebês e ouço, por parte das mesmas, absurdos ditos por alguns obstetras, pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem que, me deixam absurdamente decepcionada com tanta DESorientação DESatualizada. Sim, se alguns detalhes simples fossem explicados e mostrados para as mães de forma correta desde o início da gestação, fariam uma enorme diferença no processo de aleitamento materno. Mas a lei do menor esforço prevalece, os indicadores hospitalares precisam estar nos padrões das acreditações hospitalares, os funcionários das maternidades precisam atender dezenas de pacientes e seguir protocolos que, nem sempre funcionam na prática; o que importa é a rotatividade de leitos, independente de como está a díade mãe X bebê no âmbito do aleitamento materno, salvo algumas exceções.

Como aumentar a média de apenas 54 dias de aleitamento materno exclusivo se, em diversos cursos de aleitamento materno, cuidados perinatais e nos próprios hospitais, são preconizados a utilização indiscriminada desses “facilitadores” da amamentação?

Como aumentar a média de apenas 54 dias de aleitamento materno exclusivo se quando o bebê não abocanha o seio da mãe com facilidade, sugerem um “facilitador”, sem sequer pensar nas consequências desse ato para a mãe e principalmente para o bebê?

Como aumentar a média de apenas 54 dias de aleitamento materno exclusivo com o “mercado do bebê” oferecendo cada vez mais produtos que dão a falsa sensação de serem necessários e importantes para a vida da mãe e do bebê?

AINDA não estou citando quais são esses tais “facilitadores” e quais os produtos oferecidos pelo “mercado do bebê”, porque quero auxiliá-los a abrir os olhos em relação a tudo o que venho postando desde o início, e a raciocinarem sobre cada “armadilha” oferecida pelo comércio, pelas informações truncadas e desatualizadas repassadas por alguns profissionais que, acabam por serem também, os principais responsáveis por esses apenas 54 dias em média de aleitamento materno exclusivo.

NADA melhor do que apoio real, orientações corretas, atualizadas e baseadas em evidências, para que possamos mudar essa média que nos coloca lá atrás em nível de média mundial de aleitamento materno exclusivo. Até a próxima postagem e força, mamães e familiares! Estamos juntas em prol do aleitamento materno sem conversinha mole!