Esse assunto gera muitas controvérsias principalmente porque vemos na mídia vários posicionamentos e matérias que nem sempre são verdadeiros. Observamos também as famílias oferecendo um alimento para as crianças e consumindo outros para “manter a forma” ou ter “mais saúde”.

Como atuam os carboidratos? Os carboidratos fornecem energia ao nosso organismo para realizar diversas funções. E como estamos sempre realizando funções (desde atividade física, respirar, andar, pensar etc) estamos sempre necessitando desse nutriente.

Mas quanto consumir? Nosso organismo precisa diariamente de aproximadamente 50 a 60% de tudo que comemos vindo dos carboidratos. Essa quantidade deve ser dividida durante o dia de acordo com os horários de refeições, atividade física e outros.

Devemos consumi-lo à noite? Não há necessidade de suprimir o consumo de carboidrato à noite, uma vez que realizamos funções fisiológicas (mesmo leves) e o organismo permanece em gasto (principalmente se a pessoa realiza atividade física). Nesse momento devemos obter a quantidade ideal para consumo, ou seja, balanceando na alimentação e principalmente escolhendo o tipo de carboidrato a consumir. Suprimir seu consumo pode em longo prazo trazer compulsão alimentar e as evidências de emagrecimento são contraditórias e possuem efeito colaterais.

Os carboidratos são classificados, resumidamente, em simples e complexos. Os carboidratos simples (farinhas refinadas e seus produtos, açúcares e derivados, por exemplo) são rapidamente digeridos, sendo assim, ao consumi-los os níveis de glicose do sangue aumentam rapidamente e há liberação de insulina. Se houver grande consumo desse tipo de carboidrato há também estoque de energia. Os carboidratos complexos (massas integrais, pães integrais, legumes e folhosos, cereais integrais e farinhas integrais, entre outros) possuem uma digestão mais lenta evitando o aumento rápido de glicemia, fornecem energia lentamente e provocam sensação de maior saciedade.

A melhor escolha ainda é uma alimentação balanceada e preferencialmente natural, na qual todos os grupos alimentares são divididos nas refeições e lanches. Preferir os carboidratos complexos, que fornecem energia de forma mais saudável. E contabilizar sua quantidade individualmente. A alimentação da família dever ser, sempre que possível, a mesma (com exceções dos bebês e em certas alergias e patologias). Duvide de dietas que retiram ou super estimam o consumo de grupos alimentares. A família que se alimenta unida tem maior chance de enraizar os bons hábitos alimentares.