H1N1 é um vírus, subtipo do influenza A (um dos vírus causadores da gripe). Ele é o resultado da combinação de segmentos genéticos de outros vírus. Não é um vírus novo. Após a Segunda
Guerra Mundial, houve uma epidemia importante de gripe no mundo, e alguns pesquisadores acreditam que já se tratava do subtipo H1N1. Existem pesquisas que apontam o H1N1 como
uma mutação genética do vírus da gripe espanhola, que atingiu o mundo em 1918. Mas, somente em 2009, quando houve uma nova epidemia mundial, este vírus foi identificado e nomeado como H1N1.

Como todos os outros vírus influenza, o H1N1 tem um comportamento sazonal, ou seja, se multiplica mais intensamente no outono e inverno e, uma vez infectado o homem, os sintomas são semelhantes aos causados pelos outros vírus influenza causadores de gripe.

Todos os anos, um grande número de pessoas morrem, ou têm complicações da “gripe comum”, como pneumonia e infecção generalizada, principalmente, idosos e bebês. A gripe, seja ela qual for, pode se complicar gravemente, diferentemente do resfriado, que é uma doença branda. A grande preocupação, é que o H1N1 é muito eficiente na sua transmissão e disseminação. Deste modo, causa epidemias rapidamente.

A prevenção contra a gripe H1N1 é a mesma de todas as outras gripes. Higiene das mãos, evitar contato com pessoas com gripe, beber muita água, etc – assunto para um segundo post. A vacina é ponto fundamental na prevenção da gripe. Todos os anos, os vírus influenza circulantes no mundo são estudados para a escolha dos componentes da vacina, que muda anualmente. Outro detalhe importante é que a vacina criada para o hemisfério norte, não necessariamente é igual à do hemisfério sul. Portanto, todas as pessoas acima de 6 meses de idade e que não têm alergia comprovada a ovo, devem se vacinar todos os anos.

A última vez que o H1N1 circulou forte pelo Brasil foi em 2013. Nos últimos dois anos foram pouquíssimos casos. Ano passado, as vacinas sobraram em todas as clínicas particulares e na rede pública também. Acontece que, quando um vírus fica um tempo ausente e depois reaparece, ele infelizmente “faz a festa”. Desde o final do ano passado, a OMS alertou sobre a volta do H1N1. Mas, por motivos de mudanças climáticas no mundo todo, a epidemia que era
esperada, no Brasil, para junho, chegou em março. Isto provocou uma corrida alucinada em busca da vacina.

Entretanto, não há necessidade de pânico. A imensa maioria das pessoas em boas condições de saúde e que não façam parte do grupo prioritário (idosos, gestantes, doentes crônicos e
crianças entre 6 meses e 5 anos), não apresentará complicações graves.

E, uma vez apresentando sintomas de gripe, apenas pessoas do grupo prioritário devem procurar o médico. Crianças pequenas devem procurar inicialmente seu pediatra de confiança no consultório. As demais devem repousar em casa, exceto se houver piora progressiva dos sintomas, que, de um modo geral, melhoram em quatro a sete dias. É importante, na medida do possível, evitar pronto-socorros, pois o risco de contaminação é muito maior quando há aglomerações. E neste caso, aglomerações de pessoas já doentes.

Ainda sobre as vacinas, temos disponíveis no Brasil, neste ano, dois tipos de vacinas contra a gripe. A Trivalente, que protege contra dois subtipos de influenza A (um deles o H1N1) e um subtipo do influenza B. E a tetravalente, que protege contra os mesmos dois subtipos de influenza A que a trivalente, e dois subtipos de influenza B. Neste ano, segundo a OMS, a média global de prevalência é de 80% do vírus A e 20% do vírus B.

A vacinação pública em Belo Horizonte começa em 30 de abril e contempla todos os grupos prioritários, incluindo crianças entre 6 meses e 5 anos. Vale lembrar que crianças menores de 6 meses são protegidas pelos anticorpos da mãe através do leite materno. Sendo assim, é importante que as mamães também se vacinem.