{Foto: Patrícia de Sá}

O Na pracinha é um movimento que incentiva o tempo livre para o brincar na infância. Defendemos a necessidade de se dar tempo e espaço para a criança brincar, e promovemos o resgate da relação família/cidade com a ocupação dos espaços públicos por intermédio dos nossos encontros brincantes. O brincar é essencial para a gente. O brincar livre, com elementos não estruturados, próximo à natureza e em todo lugar. 
Através do brincar a criança se expressa, aprende, convive, experimenta, percebe o mundo, se desenvolve cognitiva, afetiva e socialmente. O brincar promove a felicidade na criança. 
Este ano, a Semana Mundial do Brincar será celebrada entre 22 a 28 de maio. Ela será promovida por todos os núcleos da Aliança pela Infância no Brasil e nos municípios parceiros, por intermédio de ações que permitem a união de pessoas de idades e culturas diferentes que promovem o brincar sob todas as suas formas e como uma ação com um fim em si mesma.
Defendendo que o adulto nunca perca o encantamento de seu olhar sobre a infância, a Aliança propõe que seja uma semana estimulante para o brincar em todo lugar, com um generoso acolhimento para que as crianças possam, com sua criatividade e imaginação encantar ruas, praças, casas e escolas. A ideia é a que a Semana seja um estímulo para um ano inteiro brincante. 

E onde brincar? 

Em casa
“Um simples armário de panelas pode se transformar em uma floresta; uma gaveta vira um barco; a pia, um laboratório de experiências; o teto pode ser uma tela cinematográfica para os acontecimentos da imaginação. Sem pausa, uma experiência se emenda na outra e assim se brinca com tudo que há, sem que para isso precisem haver brinquedos. Conectar coisas que comumente não se conectariam, possibilita a invenção do mundo”. 
Na rua
Foto: Duorama
{Foto: Duorama Fotografia}

“Quando saímos pela rua, tantas coisas nos chamam a atenção. Os sons dos grilos, das cigarras, dos carros, os movimentos das pessoas, as nuvens passando no céu, as árvores se balançando… Janelas nas casas e nos prédios trazem a dimensão de que diferentes vidas ocupam aquele lugar, e as crianças podem brincar com suas ideias e cseu corpo nas ruas, que cada vez mais são tomadas pelos carros. (…) As amarelinhas podem tomar de novo as calçadas e até as ruas.”

Na praça
“Em sua imaginação, muitas peripécias acontecem: do mar passam à terra; da terra, ao céu; do céu, se lançam em um mergulho ao centro do planeta; dali, visitam outros planetas; então, vão para dentro da casa das formigas. Não há limites para o que pode ser criado em uma brincadeira.””
Na escola
“Finalmente, entrar na sala de aula, um lugar que por excelência deveria ser de brincar, pois brincar é a vida da criança. A criança aprende brincando – brinca de experimentar os conceitos, brinca de investigar com suas perguntas, brinca de se perguntar: por que as coisas são assim? Como são assim? Onde são? Quando são?”
Na natureza
“Brincar na natureza é reunir os restinhos do que vai ficando no mundo para fazer fogueiras, construir casas, castelos de areia, cavar buracos, encher com água do mar, fazer caminhões ou simplesmente correr. Desafios que nos convocam a cada momento, ao subir nas árvores e ir cada vez mais alto, tomando cuidado para não subir nos galhos muito finos, juntando folhas de diversos tamanhos e sementes de várias cores, fazendo desenhos, comidinhas ou pintando o corpo”.
(Trechos do Guia 2016 Semana Mundial do Brincar – Inspirações para experiências felizes, escrito por Stela Barbieri)