Foto: Duorama Fotografias

“Dizíamos que, assim que nascemos, temos uma mãe que nos observa e nos nomeia. Essa mãe, projetando sua própria percepção, vai escolher palavras para nos descrever. Vai decretar uma série de atributos, que vão coincidir com algumas de nossas manifestações. Por exemplo, se choramos – coisa totalmente esperada de um bebê humano que reclama contato, atenção, olhar, presença, o que for – podemos nos tornar um “chorão”, se choramos  mais do que nossa mãe tolera. Ou “tranquilo”, se temos irmãos mais velhos que choraram mais energicamente do que nós. O choro pode ser uma realidade, mas a percepção que a mãe tem “disso” que fazemos vai lhe permitir “nos nomear” a partir de algo que nos identifique.”
Laura Gutman

Que mãe eu {Flávia} quero ser? Esta questão está frequentemente presente em minha vida sempre que reflito sobre o meu papel e a relação com as minhas filhas. Uma boa mãe não vem pronta. É necessário olhar, refletir, escutar sobre a nossa realidade. Nos questionarmos frequentemente. A maternidade é um constante aprendizado.

Laura Gutman é uma das autoras que discute acerca da realidade emocional das mulheres que se tornam mães. Autora de “A maternidade e o encontro com a própria sombra”, “O poder do discurso materno” e “Mulheres visíveis, mães invisíveis”, entre outros, os pensamentos da psicoterapeuta familiar argentina provocam um turbilhão de sentimentos e questionamentos quanto ao nosso papel na família.  Seja reforçando a importância da entrega, da paciência, da criação com amor na maternidade, ou a reflexão sobre as nossas infâncias e o reencontro com a criança interior para nos conectarmos com nossos filhos.

Ler, discutir, compartilhar, faz parte do processo para se atingir a maturidade emocional tão necessária no maternar. A própria Laura, em uma entrevista para o Mamatraca, afirmou da necessidade que nós, mulheres, sentimos – e até como precisamos – de “organizar uma tribo que nos apoie e ofereça companhia e compreensão”. As amigas de praça, o grupo virtual, as primas, irmãs e cunhadas, fazem parte desta rede de apoio.

Em junho, Laura Gutman estará em Belo Horizonte, no II Seminário Internacional de Mães, para falar sobre os “Impactos dos filhos sobre a psique feminina”. Nós estaremos lá, na plateia, refletindo sobre a maternidade e gostaríamos de convidá-las, leitoras, para participarem também.

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II Seminário Internacional de Mães
4 de junho de 2016
Local: Ouro Minas Palace Hotel (Endereço: Av. Cristiano Machado, 4001, bairro Ipiranga. BH).
Mais informações: http://www.seminariodemaes.com.br/
Investimento: R$ 450,00__________________________________________

Programação

Palestrantes reconhecidas vão falar sobre reaprender a ser mulher depois da maternidade, os desafios da primeira infância, educação, impacto dos filhos sobre a psique feminina e nutrição infantil.

8h30 • Abertura
Cris Guerra (Mediadora)— publicitária e escritora. Colunista da rádio BandNews FM e das revistas Canguru e Pais&Filhos.

8h45 • Reaprendendo a ser mulher depois da maternidade
Lígia Guerra — psicóloga, poetisa e escritora. Comentarista do quadro “Mulheres às Avessas”, da RPCTV (afiliada da Rede Globo).

11h • Desafios da primeira infância
Filomena Camilo do Vale (Dra. Filó) — pediatra com especialização em cardiologia. Uma das médicas mais requisitadas de BH, atua no CTI Infantil da Santa Casa.

14h • Filhos – novas ideias sobre educação
Ashley Merryman — escritora americana. Autora do livro “Os 10 Erros Mais Comuns na Educação dos Filhos”, referência para a criação de filhos.

15h30 • Impacto dos filhos sobre a psique feminina
Laura Gutman — escritora argentina. Autora do livro “A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”.

17h30 • Talk Show: Socorro! Meu filho come mal
Gabriela Kapim — nutricionista e escritora. Apresentadora do programa “Socorro! Meu filho come mal”, do GNT.


#semináriodemães