Foto: Patrícia de Sá

A segundinha trouxe uma leveza ao meu maternar, devo confessar. Se com a Cecília, a época da IA foi de muita ansiedade, confesso a vocês que com a Olívia foi bem mais tranquilo. Houveram bons dias,  outros ruins e tudo bem.

Já contei sobre como não sou familiarizada com a cozinha. Eu sou esforçada. Na época da IA da Cecilia, fazia questão de preparar as papas, pesquisava receitas, fazia cardápio semanal, passava o final de semana cozinhando, congelava, pois trabalhava em horário integral. Fato é que todas pareciam um sopão de legumes e, muitas vezes, tinham aquele gosto insosso, era algo que eu fazia sem muito entendimento. Custei muito para aprender um pouco sobre temperinhos…Não acho que errei com Cecília. Ela é uma criança que come bem, não recusa frutas, por exemplo. Mas, tornou-se uma formiguinha – adora um doce – e está na fase do “catar os verdinhos”. A gente vai melhorando aqui, ali e acolá – atualmente, estamos na fase das 5 cores no prato e guloseimas aos finais de semana.

Com Olívia, a primeira diferença veio com a amamentação – assunto para outro post. Depois a questão dos sucos e de não ofertar alguns alimentos até então recomendados para os bebês, como o fígado de boi. Após a pequena conhecer as frutas, seus sabores e texturas, começamos com os legumes, 3 repetições seguidas. Primeiro, amassados com o garfo, mas ela não teve uma boa recepção.A aceitação com a papa salgada foi lenta – a causa não sei dizer, mas Olivia ainda mama no peito, com uma certa demanda livre (quando quer, desde que não atrapalhe as refeições). Como não conseguimos medir a quantidade real de leite ingerida no peito, diferente da mamadeira, desconfio que ela ficava saciada e ainda tinha a preferência pelo mamá. Horários rígidos também não funcionaram, quando eu tentei seguir o relógio certinho, tudo ficava estressante, afinal, com dois filhos são demandas diferentes a cada dia. Decidi relaxar.

Notei que ela se interessava muito pelo que comíamos, principalmente, pelo que a irmã comia. Oferecia então pedacinhos – que foram bem aceitos – suspeito que seja por conta dos dentinhos, que apontaram bem cedo. O BLW (Baby Led Weaning – introdução de alimentos sólidos guiados pelo próprio bebê) foi o caminho que melhor funcionou com a pequena. Ela fez suas próprias escolhas. Mas, com criança, cada dia é um dia, e houveram dias em que a alimentar funcionou mais, pois ela comeu melhor e mais feliz. O que vale é seguir o instinto.

Hoje, com 1 ano e 10 meses, ela mantém uma rotina equilibrada de alimentação e come feliz. E eu aprendi que devemos manter nossas expectativas baixas no maternar, que precisamos buscar informações em fontes confiáveis, aprimorar nossos conhecimentos, pois é uma constante evolução. Não há receita pronta. O que funciona melhor para a minha filha, pode ser diferente para o seu filho, pois, as crianças são diferentes.

Que saber mais sobre apetite? Espia esse vídeo :)

 

A nutricionista Laura Rangel também já compartilhou várias dicas conosco, olha só {clique no título para acessar o texto}:

Assado, cozido ou no vapor? Como preparar a comidinha do bebê?
Como usar temperos na alimentação das crianças?
O bebê vai começar a se alimentar. E agora?
Alimentação do bebê na fase dos dentinhos
Iniciando a alimentação complementar [Parte 1]

Iniciando a alimentação complementar [Parte 2]

Iniciando a alimentação complementar [Parte 3]