Foto: Junia Chaves

Conversando com algumas mães de diferentes gerações, pude perceber que a competição para saber qual filho é mais esperto, inteligente e educado, existe há muito tempo. Mas será que essa competição é saudável para a vida familiar?

Temos que tomar muito cuidado quando comparamos nossos filhos com outras crianças. Essa comparação só será saudável se for para percebermos que estamos limitando a capacidade deles de exercer algo que já dão conta, mas que ainda fazemos por eles. Mas se a comparação levar a uma cobrança incessante para que seu filho seja igual à outra criança, você estará criando um problema para a família toda. Cada criança tem habilidades, interesses e capacidades diferentes. Não adianta eu querer que minha filha seja a melhor jogadora de vôlei se o interesse dela está voltado para música e dança. E isso vale não só para atividades esportivas e culturais, mas também para o desenvolvimento escolar, o estilo de se vestir, a escolha dos personagens prediletos, dos livros e das brincadeiras.

Já presenciei pais forçando brincadeiras para as crianças por julgarem mais adequadas. A menina quer brincar de bola, pular corda ou carrinho na terra, junto com outras crianças, mas os pais insistem para que ela brinque de boneca. O brincar deve ser livre, independentemente do gênero. O importante das brincadeiras é o faz de conta que eles vivem ali e que os ajuda a lidar com a realidade mais tarde. Então, não limite essa criatividade. Deixe-os externar tudo o que sentem ali no set das brincadeiras. E aproveite para conhecer um pouco mais sobre seu filho e, se possível e necessário, ensine-o a lidar com algo que ainda o aflige ou que não está dando conta de resolver.

Comparações sempre vão existir, pois não há assunto melhor para os pais do que falarem das conquistas e gracinhas de seus filhos. Mas não faça isso para aparecer para os outros, faça apenas como uma forma de demonstrar amor e carinho pelo seu filho. E nunca ache que seu filho tem que ser melhor que as outras crianças. Ele tem que ser aquilo que o faz bem.