tempo-de-brincar-135Que as crianças de hoje têm bem menos oportunidades para brincar no quintal e se encantar com elementos naturais, já se sabe. Que elas têm estado mais tempo em frente às telas do que brincando, ao longo do dia, também está cada dia mais evidente.

O que não entendemos ainda, tão claramente, é o que esse novo cenário vai proporcionar a longo prazo. Temos estudos os mais diversos, que alertam para a preocupação de se dar tempo para o brincar livre, de evitar o contato com as telas por tantas horas seguidas. Mas, por quê? E como estar mais próximos das crianças nesse corre corre do dia a dia, se sabemos da importância do tempo de quantidade?

A segunda edição do Tempo de Brincar foi realizada, mais uma vez, no Espaço Corre Cutia, uma casa da década de 50 que recebeu dezenas de famílias – ainda que num dia de chuva – de forma bastante acolhedora.

No início da manhã, o Na pracinha {Miriam e Flávia} dividiu com a psicóloga e coordenadora do Espaço Corre Cutia, Carolina Horta, a mediação de uma roda de conversa entre pais interessados por acompanhar essa discussão, se informar cada vez melhor e buscar soluções para essa nova realidade que os cerca. Num ambiente aconchegante, preparado pela Lúdica Festas Infantis, os pais foram chegando, se acomodando entre tapetes e almofadas – e havia muitos pequenos rodeando também. Afinal, eles são sempre bem-vindos por aqui :)

A chuva insistiu em cair, o que não impediu que essa discussão se aprofundasse, culminando numa vivência especial preparada pelas meninas da Casa de Lua. Uma caça ao tesouro diferente, em busca do brinquedo “escondido”. Sim, “escondido”, mas não perdido. A Adê e a Fabi propuseram às crianças que convidassem seus pais para encontrar os brinquedos que poderiam sair de dentro da sua mala de brincadeiras. Uma mala cheia de…gravetos e lãs. Cadê os brinquedos, gente?

Aos pouquinhos, eles foram surgindo: uma varinha de condão, um arco e flecha, uma torre, uma boneca…tanta coisa dá pra fazer com elementos não estruturados, não é?

Sentados no chão, pensando juntos, pais e filhos criaram, compartilharam ideias, tentaram, erraram e começaram de novo, assim, como tem que ser. E no final, encontramos Fadas, Guerreiros, Índios e Gorilas espalhados pelo Espaço Corre Cutia.

Acontece que o brincar é assim. Não precisa de muito. Basta tempo.

Pra terminar a manhã, um saboroso piquenique preparado pela Dente de Leão repôs as energias dessas famílias criativas que dedicaram um tempo especial para brincarem juntos.

A Duorama Fotografia clicou cada detalhe mais lindo dessa manhã – espia só:

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