Ir tão cedo ao dentista vai contribuir com a saúde não só dos dentes e gengivas, mas de todo o corpo. Acontece que o acúmulo de placa bacteriana (aqueles restinhos de comida que não são removidos adequadamente durante a escovação, associados com bactérias de nossa boca) pode causar inflamação na gengiva que, fragilizada, torna-se porta de entrada para doenças como infecções renais, pulmonares e do coração.

Mas como assim? Tão novinho e tem que ir ao dentista?

Hoje a ida ao dentista não é mais um bicho de sete cabeças. Veja como funciona e o que esperar do odontopediatra na primeira consulta:

Na recepção
O atendimento pelo dentista inicia-se na própria recepção, de um jeito acolhedor e divertido. O profissional procura criar neste momento o que chamamos de “rapport”, ou seja, uma interação, aquela simpatia ou amor à primeira vista.

Brincando
Esse relacionamento vai se estender para a sala clínica e durante o atendimento. Assim que entra, a criança pode passar a interagir com materiais educativos como livros e fantoches.

Anamnese
Enquanto a criança se familiariza com os materiais educativos, o profissional leva aquele bate-papo com os responsáveis para conhecer o histórico de saúde da criança, rotinas e hábitos, entre outros. É o que chamamos de anamnese.

O atendimento da criança

O exemplo
Em seguida, a atenção do profissional volta-se para a criança. Muitas vezes, para o encantamento do pequeno, é realizado o atendimento de uma boneca, do dinossa
uro ou de um jacaré. E de uma forma lúdica, com os pais sempre por perto, a criança vivencia a função do espelhinho, da escova gira-gira, do canudinho “chupa-chupa”, do ventinho e outros materiais necessários para cuidar do sorriso.

A criança na cadeira
Agora é a vez da criança abrir o bocão, igual ao jacaré…!
O odontopediatra examina os dentes e os tecidos moles (gengiva, língua, bochecha), avalia se estão dentro da normalidade e observa como está a higiene. Em seguida realiza a limpeza dos dentinhos, que tecnicamente chamamos de profilaxia e que pode ser com uma escova de dentes, com aquela escovinha rotatória ou em alguns casos complementada com instrumento removedor de tártaro. As escolhas são feitas de acordo com a necessidade da criança e a capacidade de colaboração. E os objetivos de remoção de placa bacteriana, tártaro e manchas vão sendo alcançados paulatinamente.

A orientação
Ao lado dos procedimentos descritos, é feita a orientação para uma boa higiene bucal, usando a escova, pasta em quantidade adequada e o fio dental, e às vezes gaze e outros tipos específicos de escovas. A motivação com músicas, histórias e versinhos são ferramentas usadas constantemente pelo profissional e que auxiliam na resposta positiva da criança.

O reforço positivo
E então? Tudo brilhando?
Hora de se levantar da cadeira e receber um super parabéns pelo comportamento. Se houve algum pequeno deslize na colaboração, nada de reforçar este fato. É hora de parabenizar pelos dentes brilhantes e mostrar confiança no profissional.

Prevenção tem que ser sempre – Marcando o retorno
Agora é a hora da despedida e o mês do retorno já deve ser planejado. A periodicidade vai ser definida pelo profissional, avaliando a necessidade da criança de forma individualizada e dialogando com a família a disponibilidade da data sugerida. O intervalo entre as consultas varia de dois a seis meses. Na maioria das vezes, duas visitas ao ano é suficiente. Em casos de atividade de cárie ou uso de aparelhos, o intervalo em geral é menor.
E a cada visita de retorno, um novo olhar do odontopediatra – trocas dentárias, nascimento dos primeiros molares permanentes (dente com alto índice de cárie e que nasce por volta dos cinco anos), necessidade ou não de aparelho, mudança nos hábitos alimentares, alteração de rotinas, dentes que sofreram trauma – e, para cada situação, uma nova orientação.