Muitas vezes, você pode se deparar com espaços naturais que aparentam não ter nenhum tipo de atrativo para as crianças e ficar desestimulado a visitá-lo ou frequentá-lo. O contato com a natureza, independentemente do perfil do espaço, é sempre interessante para as crianças. O olhar delas é único e a gente acaba por se surpreender com suas percepções.

O parque Bandeirante Silva Ortiz, localizado no Estoril, é um desses tipos de espaços. Utilizado como caminho de acesso por muitos moradores e trabalhadores da região que precisam ir da “parte alta” para a “parte baixa” ou vice-versa, as vezes, ele fica ali esquecido. No entanto, os próprios moradores da rua já começaram a se movimentar para mostrar que o parque ecológico é mais uma opção de natureza em um bairro com tanto concreto. Até casamento já teve por lá, acredita?

O nosso passeio aconteceu em uma tarde durante a semana, o parque estava vazio, apenas com a equipe de manutenção. Não levamos a sacola de pracinha, nem bola, nem patinete – que usualmente nos acompanham pelos passeios. Com lupas em mãos, fomos explorar aquele parque desconhecido. Durante a brincadeira, as meninas tentaram “decifrar” as folhagens, os nomes das plantas e flores, acompanharam o caminho das formiguinhas, caçaram tatu bolinhas. Quase no final do passeio, Cecília me disse que seria muito legal se tivéssemos giz em mãos, e não é que teria sido mesmo? Lá tem alguns espaços bem bacanas para as crianças deixarem suas artes impressas.

Segundo a Fundação de Parques Municipais, o parque foi implantado em 2002, por meio de compensação ambiental, e possui uma área aproximada de 10 mil m² com relevo acidentado. A vegetação, típica de Cerrado e Mata Atlântica, ocupa cerca de 70% da área total. Parte dela é composta por árvores nativas, como sucupira, jacarandá-branco, jacaré, jerivá, macaúba, imbiruçu, açoita-cavalo, quaresmeira, ipê amarelo e aroeira, que juntamente com os jardins implantados fazem parte do projeto paisagístico da área. O nome do parque é uma homenagem a João Leite da Silva Ortiz, desbravador do solo brasileiro, nascido em São Paulo, um dos primeiros a entrar pelas matas e abrir caminho por Minas Gerais.

“Os espaços naturais oferecem às crianças uma amplidão suficiente, uma grande quantidade e diversidade de experiências perceptivas, possibilidades de recreação e movimentos que contribuem para aumentar seu vigor físico e emocional, o sentimento de independência e eficiência pessoal, e a confiança nas suas próprias capacidades.” – Cathy Bache, educadora

O que tem de bom por lá?
:: área natural
:: balanço e tocos de madeira
:: paredão para as artes infantis

É permitido no parque – segundo a Fundação de Parques Municipais (PORTARIA Nº 0023/2013) :

– 0 uso de bolas leves de plástico para brincadeiras, desde que não perturbe o bom funcionamento dos parques;
– o uso de bolas e a prática de esportes nas áreas reservadas para este fim;
– o uso de bicicletas de aro 12, 14 e 16, skates, patins e patinetes nas áreas específicas, desde que não comprometa a segurança dos usuários e não danifique o patrimônio público;
– soltar pipas de papel nas áreas autorizadas, desde que não se utilize fios cortantes (cerol ou similares), longe da rede elétrica e sem perturbar os demais usuários;
– a utilização de rádios, gravadores portáteis e quaisquer outros aparelhos de som, desde que não incomode os demais usuários;
– a utilização dos brinquedos do parque infantil por crianças de até 12 (doze) anos de idade;
– a permanência de cães-guia na companhia de portadores de deficiência visual, conforme Lei Federal nº 11.126 de 2005 e Lei Municipal nº 9.248 de 2006.
– é permitida a entrada de animais domésticos. A remoção e destinação das fezes dos animais são de responsabilidade de seus donos. Cães da raça Pit Bull deverão usar focinheira.

Quer conhecer?
Aproveite as nossas dicas de brincadeiras ao ar livre (aqui) e organize um piquenique.