Os livros devem fazer parte do cotidiano da educação infantil | Tanto Mar Fotografia
Os livros devem fazer parte do cotidiano da educação infantil | Tanto Mar Fotografia

 

Muito se fala sobre a escolha do berçário e da primeira escola dos filhos. Para cada família, um aspecto (ou mais de um) pesa mais: localização, preço, alimentação, estímulo, espaço físico etc. Para nós, a alimentação e a estimulação pesou muito ao escolhermos o berçário do Lucas.

Quando o pequeno foi para o berçário, aos 6 meses, já tínhamos visitados 10 escolas até decidirmos. Ao fazermos a matrícula, recebemos a “lista de material” que, entre vários outros itens, pedia “2 livros de pano ou de banho”. Oba! Já fiquei animada.

Nas anotações da rotina diária na agenda sempre tinha o momento de roda de história, quase diariamente. Fui percebendo, para minha satisfação, que esse aspecto, que tanto valorizo, era muito bem trabalhado pela escola. À medida que ele foi crescendo, foram surgindo projetos relacionados a livros de literatura, apresentação de teatrinhos a partir da leitura de livros, ciranda de livros aos finais de semana, recontos, entre outras atividades que envolviam a literatura.

Hoje, já no maternal II, em outra instituição, continuo satisfeita e realizada ao ver que a escola tem continuado o trabalho que fazemos em casa com ele. Digo “continuado”, porque em nossa casa ler livros é atividade diária e um momento de grande prazer para nós.

Pensando nas experiências que estou vivendo com o Lucas e relembrando o que já vivi como professora de Educação Infantil, aproveito para sugerir algumas atividades muito possíveis e gostosas de realizar com as crianças, desde bebês, que contribuem muito no estímulo ao gosto pela leitura.

  1. Lista de livros no material: pedir que cada aluno leve dois livros de literatura infantil que serão explorados de várias formas ao longo do ano, dando a oportunidade de as crianças terem contatos com mais de 20, 30 livros.
  2. Roda de história: a roda de história diária, na qual a professora conta ou lê para os meninos um livro. Esse livro deve ter sido previamente lido pela professora que vai fazer a opção de ler exatamente ou contar a história.
  3. Ciranda de livros: aos finais de semana um livro vai para casa da criança para que seja feita a leitura em família. Pode-se pedir que as famílias façam registros por escrito ou por fotos do momento da contação.
  4. Projetos de reconto e paródias: é muito comum encontrarmos boas paródias de clássicos da literatura. A partir da leitura desses textos, pede-se que as crianças criem suas próprias histórias. Esse trabalho pode gerar até um livro da turma, que terá a professora como escriba.
  5. Projetos temáticos relacionados a datas comemorativas: trabalhar vários livros que tratem alguma temática interessante dentro de um mês comemorativo, por exemplo, Dia do Circo, dia das crianças etc.
  6. Visitas frequentes à biblioteca: proporcionar às crianças explorar e vivenciar o espaço de livros e leitura, de preferência semanalmente. Se a escola não tiver uma biblioteca, criar um espaço leitor para que essas experiências sejam vividas.

Considero essas atividades realizadas pela escola essenciais para o desenvolvimento cognitivo da linguagem oral e escrita, pois, para muitas crianças, esse momento dentro da escola será o único contato com o universo literário. Cabe a nós, professor, oferecer isso a elas.