Fonte: Christian Laforce

 

As escolas, nós (pais, mães, tios, tias, avós, avôs, família) trazem consigo uma grande preocupação com a educação das crianças. Todavia, a educação a qual nos referimos no nosso cotidiano tem sido sinônimo de pensamento, intelecto, raciocínio e com isso nossas crianças, com a “obrigação” de ter resposta e pensamentos lógicos, tem deixado para lá a arte de sentir com o coração, e com as mãos, que podem ser desenvolvidas com a arte do brincar.

Educar é também brincar. Tirar um tempinho do dia, para convidar (e se juntar) aos pequeninos para inventar (e descobrir) brinquedos e brincadeiras novas. Para brincar não precisa nada, basta estar e querer reinventar a roda. Mas, você leitor (a) deve estar pensando: Para brincar não precisa nada? Logo nos lembramos das tecnologias e dos brinquedos novos que estão no mercado. Sem dúvida, esses brinquedos e brincadeiras têm suas funções, mas não devem ser maiores ou melhores que as outras formas de brincar, como por exemplo: subir em árvore, nadar, brincar na pracinha, desenhar livremente, escrever sem folha pautada, inventar uma música ou uma história, dentre outras atividades que auxiliam aos pequeninos a se sentirem livres para pensar e agir, sem ficarem preocupados apenas com o pensar, mas investidos no sentir e no criar.

É importante lembrar que o educar não é uma tarefa que está “isolada” da vida, mas é a própria vida. É por meio das pequenas descobertas do cotidiano, que os pequeninos podem reinventar os modos de ver e estar no mundo. Antes de querer educar os filhos para que tirem “notas altas”, é necessário educar para a liberdade do criar. Porque não educar por meio do tricô? Da aula de música?  Porque não levar os pequetitos para fazer uma observação fotográfica da rua, das flores, da praça, da vida?

Então, você, pai e mãe, família, escola, comunidade e sociedade precisa auxiliar na proteção de uma infância em que o sentir por meio da brincadeira é permitido, e mais que desenhar e brincar são atividades enriquecedoras para o processo de desenvolvimento das crianças. Infelizmente, a infância tem se tornado um mecanismo de cobrança para uma vida adulta antecipada. Vamos auxiliar nossas crianças a serem crianças, brincantes, vivas! Que gostem de andar descalço, brincar na grama, fazer desenhos, contar histórias, enfim serem crianças! Como já diria Gandhi “Seja você a mudança, que você quer no mundo”. Desperte a criança que está em você e vá brincar com outras crianças.