Uma cena cotidiana muito comum em diferentes cenários: pai, mãe ou cuidador no celular, e a criança, de lado, tentando obter a atenção. A presença do celular prejudica a convivência familiar.

Uma professora me contou que solicitou a seus alunos de 8 anos que escrevessem sobre qual objeto gostaria de ser e por quê. O resultado foi assustador: mais da metade da turma indicou o celular para que os pais ficassem mais tempo com eles. Triste. Afinal, será que realmente o celular e suas demandas – e redes sociais – é mais importante que nossas crianças?

A maioria da população utiliza o celular como ferramenta de trabalho {me incluo nessa}, mas temos que saber dosar o tempo em que ficamos conectados. Preferencialmente, quando estivermos com nossos filhos, não utilizarmos ou apenas acessar para o que for extremamente necessário.

Reduzir o número de notificações, dosar o acesso a redes sociais, estabelecer horários para conferir o email, e excluir os jogos do aparelho são algumas das dicas para diminuir o tempo gasto com o celular. Proponho o seguinte: que tal substituir o jogo solitário na tela por um jogo de tabuleiro em família? Conexão entre todos!

Se você olhar nos olhos da criança, prestando atenção no que ela diz ou faz, estará dedicando um tempo precioso a ela. Converse, procure saber sobre o que ela gosta de brincar, jogar e participe. Para existir uma conexão entre pais e filhos é necessário que um conheça o universo do outro. Se seu filho desconhece sobre seu trabalho, seus amigos, atente-se! Vocês podem estar muito distantes.

Estar com os filhos envolve conversar. As crianças gostam de diálogo,acolhimento, respeito e afeto. Compartilhe com seu filho como foi o seu dia, quais sentimentos você experimentou, e aos poucos ele se sentirá seguro e dividirá com você tudo o que ele está vivendo e sentindo. Não deixe que uma tela te afaste do seu maior tesouro, é muito mais legal vivenciar o mundo real do que o virtual.