Olha a gente ali… no documentário!
Eu sempre achei o máximo aquela cena: hora de dormir, abajur, contação de histórias. E logo que me tornei mãe, já comecei a colecionar livros para a Beatriz. Antes de um aninho, ela já tinha alguns de banho, para manusear, que faziam barulhos.

Ela foi crescendo e os livros aumentando. Outro dia, tive a curiosidade de contar e tive uma feliz surpresa: ela tem mais livros do que brinquedos. São livros de poesias, de histórias, de conto de fadas, de colorir. Muitos deles trocados nas edições do Piquenique Literário, do Na Pracinha.

E desde pequenininha, a cena se repete: conto histórias para minha filha. Há dias que ela empolga e pede para contar duas, três. Algumas vezes, por causa do meu cansaço do dia a dia, leio apenas parte de um. Porém, é “sagrado” esse momento nosso, só nosso…

E essa experiência foi parar no documentário “Para gostar de ler”, em cartaz em São Paulo e que também pode ser visto no youtube (AQUI). Quando me ligaram, em julho do ano passado, me informaram que fomos indicadas pelas meninas do Na Pracinha. Fiquei muito feliz, pois entre centenas de leitores a gente foi escolhida.

A produção queria uma família que fugia do tradicional – papai, mamãe e filhos. E nós, eu e Beatriz, formamos a nossa família. Foram várias conversas, uma gravação lá em casa com uma jornalista para queria saber nossa desenvoltura em frente às câmeras.  Fomos aprovadas. Ficamos ansiosas.  E nos dias 2 e 3 de setembro do ano passado, aconteceram as gravações. A equipe da Prodigo Films foi dez, cem, mil com a gente. Ficamos super à vontade.  Foram dois dias intensos de gravação mas muito, muito prazerosos. No final, deu até aquele aperto no peito e uma vontade de falar para ficarem mais. Só que a maior parte da equipe é de São Paulo e ainda iriam gravar com outras famílias.

Desde a gravação, estava curiosa para saber como ficou o documentário. Quando recebi o convite para a estreia em São Paulo, meu coração acelerou. Não pudemos ir e na última quarta-feira, dia 30, vi que o filme estava disponível na internet.

Que emoção ver a gente ali fazendo parte de uma produção tão séria e com um conteúdo tão importante! Beatriz sorria a cada momento que aparecia ali na tela. Amigos relataram que choraram. Pergunta se eu chorei? Sim! De alegria, satisfação e de ver a minha filha contando de onde ela veio…

Além da nossa família, outras três relataram essa questão da leitura na primeira infância. Especialistas, como Dráuzio Varella, falam da importância desse ato na vida das crianças. Esse ato de amor!

Se você ainda não viu, corre lá no youtube (AQUI) e assista. Espero que o documentário seja a inspiração para muitos mamães e papais. Falando nisso: qual história você vai ler hoje?

Luciana Rocha
Jornalista, mãe da Beatriz