As meninas interagindo com a Penetrável Magic Square, de Hélio Oiticica
As meninas interagindo com a Penetrável Magic Square, de Hélio Oiticica

Sabe quando a gente gosta tanto de um lugar que nada do que falamos é suficiente para descrevê-lo? Essa é a nossa relação com Inhotim – Instituto de Arte Contemporânea, afinal, um Museu ao ar livre + Jardim Botânico é a cara do Na pracinha, né?

Inhotim é passeio para qualquer época, a toda hora, para todas as idades, sempre! Inhotim é um programa perfeito para divertir os filhos sem entediar os pais, uma ótima oportunidade para introduzir as crianças no universo da arte, apresentando-as aos mais importantes nomes da cena contemporânea. Se você ainda não conhece, aproveite a primeira brecha da agenda para uma visita. Se já conhece, por que não revisitá-lo? Inhotim sempre tem novidades.

Já estive por lá com as meninas ainda bebês de colo, depois engatinhantes, dando seus primeiros passinhos e correndo muito – a diversão foi plena em todos os momentos. Toda visita rende uma cobertura nova, por isso, esse post aqui é constantemente atualizado.

Inhotim é uma experiência multisensorial e que provoca um encantamento estético nas crianças – e em adultos também. “A infância é o período das grandes descobertas: as crianças percebem seus limites, exploram suas capacidades, desenvolvem suas habilidades e, claro, usam toda a sua imaginação e energia. Quando os pequenos têm a oportunidade de brincar livremente, desfrutam experiências sensoriais que os permitem ampliar sua percepção e possibilidades de criações, a partir de diferentes pesos, texturas, resistências, profundidades, formas e cores encontrados nos elementos presentes na natureza. Essas experiências também trazem às crianças algo muito valioso: uma emoção estética que se assemelha muito à trazida pela arte, que leva à um bem-estar interno que nutre e encanta.” – Lais Flery, Criança & Natureza. 

Pretende visitar pela primeira vez? Saiba que apenas um dia não é suficiente para conhecer todos pavilhões e obras de arte. São mais de 140 hectares! Se você estiver turistando por aqui, reserve de dois a três dias. Se você morar nessas Minas Gerais, é um ótimo motivo para voltar mais vezes.

Para aproveitar bem o passeio, chegue cedo e prepare-se para caminhar tranquilamente pelos jardins e galerias. Não se preocupe, há sempre um espaço para um bom descanso, seja nos bancos ou espreguiçadeiras espalhadas por toda a área. Nossa sugestão é que programe-se para chegar no horário de abertura e visite as obras e galerias mais distantes na parte da manhã.  Com crianças, o ideal é optar pelo transporte interno, que circula em rotas pré-determinadas durante todo o dia. À tarde, passeie pelos jardins e galerias, sem obrigatoriedade de roteiro e horário. Espia só o mapa do lugar AQUI.

Para circular com bebês, o ideal é utilizar o sling e o carrinho (há unidades para empréstimos, mas o número é reduzido, por isso, sempre optamos pelo nosso). O Inhotim possui diferentes tipos de pisos e variadas nivelações, o que pode dificultar um pouco o acesos, mas nada que nós, pais, não estejamos acostumados. Para visitantes com deficiência e portadores de mobilidade reduzida, além de empréstimo de cadeira de rodas, o Instituto disponibiliza cinquenta minutos de transporte interno gratuito, sujeito à disponibilidade.

Prepare-se para um mundo fascinante e perca-se entre os pavilhões e os jardins!  São dezenas de obras em exposição, entre trabalhos permanentes e temporárias, dividas entre 22 galerias. Você pode escolher entre os eixos laranja, rosa e amarelo, para passear pelas obras e conhecer os maravilhosos lagos e jardins. Mas, não há uma rota preestabelecida, cada um escolhe a sua trajetória, fazendo com que sempre a visita tenha uma nova perspectiva.O díficil no passeio é eleger as obras preferidas. As meninas se divertiram em quase tudo! A gente considera imperdível:

–  Conhecer o Tamboril – árvore símbolo do Instituto.

– Passear no labirinto de Através, de Cildo Meireles – grades, cortinas, cacos de vidro, grades e outros materiais do cotidiano incentivam a reflexão sobre as barreiras do dia a dia e como as pessoas se relacionam com elas.

Divertir-se na Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida –  um passeio sensorial, a sala preferida no pavilhão foi a CC2 Onobject, com um colchão de espuma no lugar do chão que convida os visitantes a pular como crianças (e com as crianças) e com balões para tornar ainda mais divertido. Mas há também redes e uma piscina – para quem quiser dar um mergulho! (O Instituto disponibiliza toalhas para quem se aventurar a entrar).

– Surpreender-se na casinha branca de Continente/Nuvem de Rivane Neuenschwander – a casinha fofa é um ótimo cenário para a foto dos pequenos, e ao entrarmos, uma instalação no teto remete a infância da artista.

– Se refrescar na Piscina, de Jorge Macchi – recriando um trabalho do artista, é possível nadar, sim, nadar. (O Instituto disponibiliza um vestiário com toalhas gratuitas e banheiro).

– Brincar de esconder na Beam Drop Inhotim, de Chris Burden – um conjunto de vigas que o artista lançou a uma distância de 45 metros em uma ação perfomática que durou 12 horas (confira o vídeo aqui).

– Caçar letras com A origem da Obra de Arte, de Marilá Dardot – vasos em formas de letras para os visitantes plantarem sementes e espalharem mensagens pelo gramado.

– Descobrir os sons da terra, no Sonic Pavilion,  Doug Aitken e as vozes do coral de Janet Cardiff.

– Brincar de esconder na Penetrável Magic Square de Hélio Oiticica – as edificações ao ar livre e coloridas são uma atração para a meninada

– Ver tudo vermelho em  Desvio para o Vermelho, de Cildo Meireles.

– Acompanhar o movimento das esferas de Narcissus Garden, de Yayoi Kusama Nagano – 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre o espelho d’água do Centro Educativo Burle Marx, atraindo a curiosidade dos pequenos, uma vez que se movimentam com o vento

– Surpreender-se com a árvore suspensa da obra de Giuseppe Penone e o caleidoscópio gigante de Olafur Eliasson.

– Imitar as esculturas de Edgard de Souza.

– Tentar adivinhar os porquês das criações de Tunga para a Galeria Piscoativa – e ainda se espriguiçar nas redes que tem por lá.

– Conhecer várias espécies no Viveiro Educador e as orquídeas do Vandário.

– Brincar ao ar livre pelos jardins e explorar as matas das galerias mais distantes.

 

 

Quando paramos? Para recarregar as energias, comendo e descansando e para as trocas de fraldas. Inhotim conta com fraldários e muitos banheiros pelo caminho. Para alimentação, há várias opções entre massas, pizzas, lanchonetes, cafés, sorvetes, e as refeições nos dois restaurantes Tamboril (a la carte) e Oiticica (a quilo), além do Bar do Ganso e Espaço Igrejinha – que servem refeições rápidas. {Já experimentamos as opções do Oiticica e no último passeio do Espaço Igrejinha – recomendamos!}

O que não pode faltar no passeio?
:: Protetor solar e chapéu
:: Roupas leves, sapatos confortáveis e fechados –  de preferência o tênis, pois há muito calçamento de pedra e passagens pela mata.
:: Garrafa de água
:: Chegar cedo para aproveitar o máximo possível

Como entreter as crianças?
Uma brincadeira muito legal para as crianças é entregar o mapa do espaço e uma lupa, elas se sentirão verdadeiras exploradoras.  Há muito para olhar, ouvir, sentir e aprender! Mostre as informações sobre as plantas, permita que a criança contemple as obras e depois converse com ela sobre as mesmas.

Regras de Inhotim:

Alimentos e Bebidas
  • Não recomenda-se a entrada no parque com alimentos em geral e bebidas alcoólicas, buscando a conservação do espaço e dos acervos botânico e artístico.
  • Não é permitido fazer piquenique no parque. Os espaços destinados a alimentação estão indicados no mapa podem ser informados pela equipe de monitores.
  • Não é permitido alimentar os animais do parque.
Fotografia
• É permitido fotografar e filmar somente nas áreas externas do parque, desde que para fins particulares.
• Não é permitido fotografar ou filmar dentro das galerias ou próximo a obras externas.
• Não é permitida a entrada com drones.
Regras Gerais
 Não é permitido entrar com animais domésticos no Inhotim.
• Não é permitido entrar com brinquedos ou instrumentos musicais.
• Não é permitido entrar com bicicletas, patins e outros equipamentos esportivos.
• O visitante deve evitar se aproximar dos lagos e dos animais.
• Não é permitido tocar as obras de arte. Quando for possível interagir com alguma obra, os visitantes serão informados pelos monitores.

Mais informações: www.inhotim.org.br