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O diferencial do ser humano dos demais seres vivos é a sua capacidade de raciocinar e falar. Por se tratar de uma capacidade, ela deve ser incentivada e trabalhada. Ensinar a criança a pensar não é colocá-la em um canto isolada e dizer a ela “pense no que você fez”. Isso é castigo.

A criança deve ser encorajada a pensar, dando-lhe oportunidades de fazer escolhas. Quando ela entende que tem opções, que cada uma delas tem uma conseqüência diferente, e  consegue fazer uma boa escolha, então, ela pensou, raciocinou e optou por um bom caminho e deixou todo o resto de lado.

Esse encorajamento deve ocorrer desde muito cedo em situações corriqueiras, do tipo qual brinquedo você quer brincar agora, qual roupa você que vestir, qual livro você quer ler, qual fruta você quer comer. No início os cuidadores devem dar duas ou, no máximo, três opções de escolhas. À medida que a criança for adquirindo maior capacidade cognitiva e de raciocínio, o leque de opções deve ser maior.

É importante que os cuidadores permitam que a criança assuma as conseqüências de suas escolhas, pois os resultados ruins também lhe trará ensinamentos. E fará com que ela avalie melhor na próxima oportunidade e faça escolhas mais bem  planejadas.

Não menospreze a capacidade cognitiva da criança. Desde muito cedo, ela é capaz de pensar e de fazer boas escolhas. Crianças que são encorajadas a pensar são mais seguras, independentes e felizes. Elas não dependem do outro para resolver tudo para elas. Não necessitam da aprovação do outro. Elas acreditam em si próprias, se conhecem e se sentem realizadas, pois conseguem fazer boas escolhas e a lidar com todas as conseqüências que as más causam.

Incentive e encoraje a criança a pensar.