Foto: Patrícia de Sá

Beagá não pára de nos surpreender. Em uma manhã agradável de verão, fomos brincar em uma mata dentro da cidade: a Estação Ecológica da UFMG.  Antiga Fazenda Dalva, já foi também Lar dos Meninos Dom Orione, o local ainda guarda resquícios de tempos passados, como a olaria e ruínas de instalações rurais. A Estação Ecológica é uma unidade de conservação, pesquisa e educação ambiental dentro do campus da Universidade Federal de Minas Gerais. Além das atividades de ensino, é aberta para realização de caminhadas e eventos. Nosso passeio fez parte das atividades de férias de janeiro – vale conferir sempre a programação.

Acompanhadas por amigos e pelos educadores ambientais, estudantes da própria UFMG – Denise, Julia, Laura e Leandro, além do Edson, segurança – aliamos natureza e aprendizado em um só passeio ♥︎ Nosso trajeto começou pela Olaria, onde soubemos um pouco sobre a história do local, depois seguimos por trilhas até chegar ao Bambuzal (ou como as crianças preferiram chamar: o esconderijo do Saci). Micos, esquilos, jacus e borboletas fizeram companhia pra gente. Ainda vimos um falcão e conhecemos o bicho-pau, de pertinho mesmo. As crianças ficaram ansiosas para encontrarem o tamanduá que mora por lá, mas ele preferiu ficar quietinho na mata.

A gente conheceu uma árvore Cotieira (e aprendemos mais sobre o “corre cutia”), ouvimos histórias sobre a fruta do Lobo (conhece?), aprendemos sobre a idade das árvores, sobre os cupinzeiros e formigueiros, e visitamos um berçário de bicho-pau.  Ouvimos os sons e sentimos os diferentes cheiros da floresta, observamos os formatos  das folhas e troncas, um verdadeiro passeio multisensorial. E, claro, teve piquenique também.
A programação de férias também inclui uma oficina temática, mas curtimos tanto a natureza que esta atividade ficou para uma próxima oportunidade.

O passeio contempla várias opções de trilhas. Como Olivia e mais dois amigos eram menores de 5 anos, não fizemos o caminho para a ponte de cordas, mas vale a pena conhecer! É uma oportunidade para a criançada se aventurar.

Em passeios como este, leve lupas e binóculos e peça as crianças para registrarem as memórias após a visita em um caderno/diário, tornando-se uma recordação. Aproximar as crianças da natureza é fundamental para que entendam a importância de respeitá-la e protegê-la.

“Em contato com a natureza a criança tem acesso a processos vivos que estão em constante transformação. Alimentar os sentidos da criança com formas primordiais, substancias vivas, e elementos naturais que exalam aromas, florescem, frutificam e emitem sons nativos, é fundamental para o desenvolvimento integral infantil. Pesquisas científicas já comprovaram inúmeros benefícios que o contato com a natureza propicia. Esses benefícios envolvem aspectos físicos, emocionais, cognitivos, sociais e espirituais.”
Ana Lúcia Machado, Educando tudo muda. 

 

 

 

:: Para o passeio, lembre-se:
– leve protetor solar e repelente
– vista por roupas em tons claros, por conta do calor, e se possível, calça comprida nas crianças e blusa de proteção UV. Calce tênis, leve bonés e chapéus
– não esqueça a garrafa de água e o lanche
– se for acompanhada de bebês, opte pelo sling para facilitar
– lupas e binóculos são recursos bem legais para incrementar a visita

“O modo mais eficaz de conectar as crianças com a natureza é também conectar-se à natureza. Se mães, pais, avós ou outros responsáveis já passam tempo ao ar livre, podem passar ainda mais; podem tornar-se observadores de aves, pescadores, praticantes de caminhadas, ou jardineiros. Se as crianças perceberem um verdadeiro entusiasmo nos adultos, vão se apropriar desse interesse.”
Richard Louv (A última criança na natureza)

Fotos: Na pracinha e Patrícia de Sá