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Atualmente, vivemos condicionados a buscar praticidade em tudo o que fazemos, dessa forma, não dedicamos o devido tempo ao momento da refeição, esquecemos da importância do processo de nutrir nosso corpo, estar a mesa com nossos filhos e parentes queridos e escolher alimentos de verdade para suprir nossas necessidades fisiológicas.

A praticidade do “comprar, desembalar e comer” trouxe questões importantes de saúde, além de contribuir para o distanciamento entre as pessoas. Comer no carro enquanto vai da natação para a escola, levar de lanche o que é mais fácil de comprar e demora mais tempo para estragar, por exemplo, são caminhos considerados mais fáceis, mas que podem acarretar grandes problemas no futuro.

O colesterol é um tipo de gordura encontrada em nosso organismo, pode ser produzido pelo nosso corpo e consumido na dieta, e tem um papel importante para o seu funcionamento normal. O aumento dos níveis de colesterol em nosso sangue gera a deposição de placas de gordura nas veias e artérias, levando ao entupimento e dificultando a passagem do sangue, as chamadas dislipidemias.

O excesso de colesterol da dieta tem ligação direta com a rotina corrida, pois está presente em abundância nos alimentos industrializados, que devem ter seu consumo restrito desde a primeira infância e por toda a vida, principalmente se já existir algum caso de dislipidemias na família.

Alimentação e nível de atividade física são responsáveis pelo aumento do colesterol sanguíneo na criança, e isso não tem relação com peso. Acompanho no consultório muitas crianças magras e com colesterol elevado, o que, pra mim, está diretamente relacionado com a falta de nutrientes nos alimentos industrializados e também com o restrito paladar que eles promovem, estimulando nossas papilas gustativas para sabores artificiais e inibindo o apresso pelo sabor natural dos alimentos.

Por outro lado, os excessos calóricos das frituras, por exemplo, e os hábitos infantis atuais (excesso de telas, alimentação em frente a TV, falta de tempo e de brincar ao ar livre), nos leva a observar a presença de diabetes e obesidade infantil, causando a chamada síndrome metabólica.

O importante cuidado diário refere-se a evitar os produtos industrializados, como: macarrão instantâneo, biscoitos recheados e amanteigados, bolos cheios de coberturas, refrigerante, sucos de pozinho, refeições pré-preparadas, achocolatados, creme de leite, sorvetes, petit suisses, fast food, margarina, além frituras, carnes gordurosas, entre outros.

Prefira oferecer à criança alimentos ricos em fibras, como pães integrais, frutas, feijão, lentilhas, grão de bico, verduras e legumes. Escolha sempre os queijos brancos, carnes magras, peixe, óleos vegetais de boa qualidade, azeite extra virgem, grãos e castanhas.

A educação alimentar começa no primeiro contato com o alimento e se estende por toda a vida. Crie bons hábitos em sua casa, pois prevenir é bem melhor do que tratar, traz prazer, disposição, momentos deliciosos em família, saúde e bem estar físico e emocional. Experimente!