Quando nos deparamos com um ser humano tão pequeno e tão grande ao mesmo tempo na nossa frente, diante dos nossos olhos, muitas vezes vem a pergunta: Como posso me conectar com você? Como posso demonstrar meu amor e meu afeto para que você se sinta amado e seguro?

Esse desejo de conexão e de vínculo é muito importante e é capaz de transformar a vida dos adultos e das crianças, pois todos nós nascemos com o desejo de sermos amados e aceitos, e as crianças dependem de nós adultos para receber esse amor, afeto e segurança.

Ao nos darmos conta dessa necessidade delas, nos colocamos como aqueles que tem o papel fundamental de prover e dar início a esse processo de conexão. Ao mesmo tempo que reconhecemos os pequenos com essas necessidades emocionais, podemos vê-los como seres fortes, com capacidades surpreendentes e extraordinárias, e essa crença do potencial da criança nos dá força para nos conectar com ela, pois ao acharmos que somos seres humanos “superiores”, jamais conseguiremos estabelecer a conexão necessária para gerar segurança neste relacionamento.

Acompanhar, assistir e escutar as crianças com atenção também é um processo de conexão e nos ajuda a entender o que elas estão sentindo, aprendendo e pensando. Observá-las nos leva a estabelecer um relacionamento realmente significativo com elas, pois não estamos distantes, realmente fazemos parte do mundo delas.

Outra maneira de entender a conexão com a criança é quando você a escuta (mesmo que ela não fale completamente, a escuta de um vai além da fala do outro). Neste momento de escuta, ela te dá informações de diferentes formas e ao perceber que o adulto está atento aos seus sentimentos, a criança se sente apoiada e incentivada a mostrar seus pontos de vista, o que gera mais conexão e mais vínculo ainda.

Compartilho com você mais algumas dicas práticas para te ajudar no dia a dia, de maneiras bem simples, a se conectar com nossos pequenos:

·      Faça gestos delicados e com dedicação

·      Olhe nos olhos

·      Fale com ela durante os cuidados diários

·      Informe o que vai acontecer

·      Sempre peça a colaboração, mesmo quando a ainda criança é um bebê

·      Procure não agir com pressa ou afobação dando o tempo necessário para que a criança aproveite a experiência

·      Busque a resposta dela

·      Não faça algo “para” a criança, mas sim “com” a criança

·      Veja a criança como um ser ativo, o sujeito de seu próprio desenvolvimento

·      Observe e acompanhe cada pequena descoberta, conquista, surpresa ou admiração

·      Perceba a originalidade de cada criança

Como tem sido sua conexão com a criança que você tem por perto? Espero com este texto tocar seu coração para a conexão com sua criança.

Com amor,

Mariana Lacerda