Foto: Pexels
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A sociedade atual preza muito a saúde e o bem estar, e isso é ótimo. Porém, a valorização por um corpo perfeito, a idealização por uma beleza próxima a um modelo de referência, faz com que se esqueça que cada pessoa, com suas imperfeições, é única.

A preocupação exagerada com a estética tem ocasionado problemas sérios para crianças a partir dos 5 anos. As crianças associam a insatisfação de seus pais e cuidadores com as “gorduras localizadas”, começam a considerar que estão gordas e páram de comer. Elas estão adoecendo, algumas apresentando sinais de bulimia e anorexia.  Ou então, acontece o efeito contrário, vivenciando a vida de dieta dos adultos, exageram na comida, pois acreditam que não poderão comer mais nada quando crescerem.  Frases como “isso é porque você come muito chocolate”, dita por adultos ao se deparar com a insegurança da criança em relação ao caimento de uma roupa, são ouvidas de forma recorrente.

Apelidar a criança como “zaolha”, “dumbo”, “pintora de rodapé”, rotulando-a a partir de suas características físicas é minimizá-la a um coisa só. Se a criança não se sentir bem consigo mesma, se tornará insegura, triste e possivelmente fará de tudo para se isolar. Devemos ensinar aos nossos pequenos que a beleza é muito mais do que estética, de que somos mais do que apenas características físicas. A beleza está na personalidade, na maneira de agir e lidar com outras pessoas.

Os pais e cuidadores devem ficar atentos a distorção da imagem corporal pelas crianças. Se perceber algum tipo de insatisfação, é necessário conversar e acolher os sentimentos dos pequenos. Se não for suficiente, buscar auxílio de um profissional. Incentivar a criança a se cuidar, alimentando-se bem, tendo hábitos saudáveis é importante. Mas ensinar a criança a se aceitar e a se amar é fundamental. Ensinar que cada um é um e que isso é maravilhoso, faz com ela seja capaz de valorizar e respeitar a si e aos outros. E o caminho para vivermos em uma sociedade harmônica e emocionalmente saudável é exatamente saber valorizar e respeitar a diversidade, as particularidades de cada um.

Cuidado para não adoecer emocionalmente correndo atrás de uma imagem que não é sua. Desejo a todas as famílias uma auto aceitação, e que todos possam ser mais gentis consigo e com os outros.