Reza a tradição que aquele que bebe a água do Chafariz do Kaquende volta a Sabará. Motivos não faltam para visitar a cidade. Em Sabará, você tem contato com a mineridade, com a religiosidade e com a natureza. Seja circulando pelo centro, entre uma igreja ou um casarão colonial, ou explorando o ambiente de Pompeu, um pequeno vilarejo conhecido pelos pratos com Ora-pro-nóbis.

Sabará fica pertinho de Beagá, a pouco mais de 20 quilômetros, e mesmo com o seu crescimento, ainda mantém o clima interiorano. É o passeio ideal para um bate-volta com as crianças. As igrejas da cidade são uma riqueza. Há ruínas, como na Igreja Nossa Senhora do Rosário, uma construção que começou com os escravos em 1713 e permanece inacabada. Você encontra obras de Aleijadinho na Igreja Nossa Senhora do Carmo. E ainda há a singela capela Nossa Senhora do Ó,  mas de grande representatividade do Barroco Mineiro.

Vale caminhar pelo centro, a partir da Rua Direita, que tem conjunto arquitetônico tombado e onde se encontra o Teatro Municipal (Casa da Ópera), que está em reforma. Você chegará a uma simpática praça com direito a coreto – Praça Getulio Vargas, onde as crianças podem brincar. Passear a pé, com calma e atenção, é sempre uma experiência interessante com as crianças. Aproveite para fazer a “Rota de Pedestre”, conhecer a Rua Borba Gato, a Praça Melo Viana e o Chafariz do Kaquende. – “Mamãe, cadê a torneira?!”, as crianças ficaram muito curiosas com o fato da água límpida partir de uma nascente do Morro do São Francisco e ainda ser consumida pelos moradores da cidade. Em uma de nossas visitas, durante a semana, também tivemos a oportunidade de visitar a Biblioteca Pública Municipal que fica na Casa de Câmara e Cadeia. Algumas características arquitetônicas, como as grades, tornou o passeio inusitado.

No roteiro, nos encantamos com o Museu do Ouro. Abrigado em uma antiga casa de Intendência e Fundição de Ouro, a única ainda de pé em nosso país, o acervo com os artefatos é muito interessante, além das próprias características arquitetônicas. Em nossa visita, conhecemos como funcionavam os cofres da época, pacientemente explicado por uma educadora.  No fundo do casarão há o quintal, aberto, onde ganhamos um bom tempo curtindo a natureza do local. A gente recomenda ♥︎

Sempre que possível, esticamos a visita até o distrito de Pompeu. No fundo de um vale, às margens da Estrada Real, o pequeno vilarejo encanta pela natureza e os pratos com ora-pro-nóbis. A capelinha antiga com um sino na entrada, atrai os olhares dos pequenos. E há também um lugar especial: o Rancho da Cultura, morada do poeta Silas e sua família, que abre seu quintal para que as famílias possam desfrutar do tempo e do espaço. E por lá, a gente se sente em casa.

Motivos realmente não faltam para passear em Sabará. Há ainda parques na região – Parque Eco Pedagógico Quinta dos Cristais, Bosque Alfredo Machado, Parque Natural Municipal Chácara do Lessa – para se conhecer (nas datas de nossa visita estavam fechados), o Teatro Municipal e os festivais de Ora-pro-nóbis (que acontece em maio, em Pompeu), e da Jabuticaba (em novembro, por toda a cidade).

Informações:
:: Museu do Ouro (R. Intendência): terça a domingo, das 10h às 17h. Taxa de visitação: R$ 1,00
:: Igrejas: funcionam diariamente, mas fecham para almoço. Taxas de visitação em torno de R$ 2,00
:: Rancho da Cultura (r.José Vaz Pedrosa, 360 – Pompeu). Tel: (31) 9663-0936
:: Para almoçar: Restaurante Jotapê (r. (r.José Vaz Pedrosa, 367 – Pompeu). Tel: (31) 3671 6250