Foto: Unsplash | Olivia Bauso

Por Rosane Castilhos, mãe, artista plástica, educadora parental (PDA) que gentilmente nos autorizou a reproduzir seu conteúdo inspirador ♥︎

O que são os limites tão falados na educação?
São paredes de concreto e muros ou são portas escancaradas?
Para mim nem uma coisa nem outra, sempre me refiro aos limites como margem de um rio, ela está ali para ajudar na direção e no sentido, mas não impede o rio de correr e fazer sua trajetória.
Nós pais precisamos ser essa margem, sem ela os filhos perdem o norte, se perdem.
Sejamos margem que respeite essas águas.
Rio não é só mansidão, ele nasce, desce, escoa, corre, flui, rompe, vaza, se espalha, arrebenta, abre, fecha, eclodi. E se acaso houver fortes correntezas (e terão) que a gente esteja ali para ajudá-los a seguir o rumo.
Os filhos se sentem seguros, protegidos e amados quando seus pais fazem esse papel. Não o salvaremos de tudo, é preciso experimentar também as emoções como o medo, a tristeza, a decepção e tantas outras, mas é fundamental as crianças e os adolescentes saberem que o acolheremos e que juntos, com coragem, respeito e amor traçaremos novas rotas em busca do melhor curso pra esse rio fluir.
E sabe de uma grande verdade?
Se a gente falhar o mundo não vai acabar, o rio não vai secar, mas pra isso, precisamos retomar, refazer, e se preciso for: renascer.