Foto: Unsplash | Carolina Hernandez

Por Rosane Castilhos, mãe, artista plástica e Educadora Parental (instagram.com/rosanecastilhos)

Não há problema algum em sentir medo. Ele é sinal vivo de consciência. Não é falta de coragem. Assumir o medo é ser honesto com seus sentimentos, sentidos e intuição.
Torço para que meus filhos sintam todas as sensações possíveis, da felicidade a tristeza. Não que eu lhes deseje o sofrimento, em absoluto, só acredito que não se pode passar pela vida sem experimentar todos os tipos de sentimentos.
Eles são “autorizados” a sentir qualquer coisa, sem julgamentos. Como se lida com eles é que são elas.
para ajudá-los a aceitar, gerir e direcionar a emoção, leve ou pesada, estarei a postos e de braços abertos, mesmo que já me doa os ombros.
Estarei bem ali, em forma de ensinamento ou de corpo presente. Estarei pronta para acolher qualquer coisa, qualquer que seja. Só depois do acolhimento vou lhes dar o que mais for preciso: fala ou silêncio.
E quero poder mostrar-lhes que também sinto alegria, tristeza, medo e coragem, e que isso são só sentimentos, sem juízo de valores ou moral.
Sentir é sentir e ponto. O que fazemos com o sentir e como nos manifestamos a partir dele é que nos define.
Os sentimentos das crianças não podem passar por sabatinas, e elas não precisam ouvir sermão por conta de sentir. Somos livres pra sentir o que quisermos. nossos sentimentos a nós pertencem.
Essa autorização de pertencimento da emoção na infância é libertadora, vai refletir na vida adulta, vai ser mais bonito viver sem precisar esconder o que se sente.
Sentir medo não é fraqueza, minha filha, e nem precisa ter vergonha por sentí-lo. Medo é só mais um sentimento entre tantos outros que ainda vais experimentar, e nenhum deles te definirá e nem transformará a situação ou o mundo. Já o que que tu fizeres com eles e a partir deles, sim.