Foto: Patrícia de Sá

Quando cresci (rs…), comecei a sentir uma inquietação em relação ao Natal. O consumismo em torno da data não faz sentido para mim. Entendo o período como um tempo de encontros e reflexão (do olhar pra dentro e pra fora, do que podemos mudar na gente e agir no entorno).

Com o nascimento das minhas filhas, os apelos para comprar passaram a me incomodar ainda mais. Ao longo desses anos, presentes e lembrancinhas se acumularam por aqui, mesmo com a nossa tentativa (como pais) de propor aos parentes uma ressignificação do gesto. Presentear, lembrar e ser lembrado é afetuoso, e eu entendo. Mas não precisamos de “coisas” para gerar a lembrança. Os momentos são os verdadeiros presentes.

Quando resgato as minhas recordações dos Natais de quando era criança lembro dos encontros: a noite em família, as brincadeiras com os primos, conversas, gargalhadas, abraços. A falta de quem não estava, os cheiros e gostos das comidinhas preparadas ao longo do dia com tanto carinho. Havia sim a expectativa pelo presente, mas ele era único e esperado por muito tempo.

E é por conta dessa memória afetiva da presença que guardo em mim, que tenho conversado muito com as minhas filhas sobre o verdadeiro sentido do Natal. Desde que elas começaram a entender mais sobre a data, fazemos o Calendário do Advento para vivenciar esse significado. Este ano, recebi um convite especial para participar do #NataldasPessoas. E fiquei muito feliz, pois poderei potencializar isso em minha casa e para a rede que curte o Na pracinha. #NataldasPessoas promove a ideia de que estar junto é o presente mais bonito que podemos dar ♥︎ Te faço um convite para participar também. Compartilhe nas redes sociais, utilizando a hashtag, sobre o que são os encontros para você, a presença e as memórias afetivas que isso origina. Vamos juntos?


“Propósito é um pouco uma vida que cabe outras vidas, é a vivência e prática de um compromisso que pode ser individual ou coletivo. Não sabemos das pessoas todas do mundo o que pensam e acreditam, mas no que nos foi dado a viver acreditamos que juntos somos mais fortes e potentes. E juntos tem um sentido amplo, porque pra ser verdadeiro precisa ser alargador, ou seja, no nosso caso, estamos juntas, mas cada uma de nós é governante de si mesma e autora da sua própria história.
Algo nos uniu (@rosanecastilhos @sercriancaenatural @infancialivre @ao.redor.do.sol @napracinha @ocupababy @guiaforadacasinha) nos procuramos, nos convidamos, nos encontramos num grupo de Whatsapp e fomos trocando ideias e saberes com o propósito de viver um Natal com mais presença e com mais convivência com o outro.
A esse propósito demos o nome de Natal das Pessoas, e nosso objetivo é que ele tenha vida fora daqui, e pra gente se conectar e fazer ele se multiplicar vamos, transformá-lo numa hashtag #NataldasPessoas. Ela vai fazer parte de nossas postagens cada vez que a gente achar que faz sentido usá-la e quem quiser espalhar por aí esse mesmo propósito, já é hora, use-a, pratique para além dela como hastag, para que, de verdade, seja UM NATAL DAS PESSOAS, onde estar junto é o presente mais bonito que podemos dar. 
Essa vontade coletiva não pretende encerrar em si mesma ou nesse grupo, ela nasceu com o desejo de lutarmos juntos pelo que acreditamos. A nós parece que o nosso propósito comum quer ficar vivo, crescer e conhecer outras vidas. E por falar em vida, as vezes a gente tem a impressão que ela é curta demais para a execução de planos, e é, além de curta efêmera, mas acreditamos em inícios, mais que em fins, pensamos que tempo se amplia conforme a força de vontade que se tem em vivê-lo.
Desejamos que cada um, dentro da sua verdade, história e fé (porque acreditamos que possam haver tantas similaridades mesmo dentro das diferenças) possa viver um Natal com mais presença do  que presentes, com mais convivência e muito mais amor. Esse é o nosso sonho coletivo e se chama  #NataldasPessoas ♥︎”